Nova Iorque (Do enviado especial) – Angola reafirmou, quinta-feira, o compromisso com o fortalecimento da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), com prioridade para a transformação dos compromissos políticos em acções concretas.
Nova Iorque (Do enviado especial) – Angola reafirmou, quinta-feira, o compromisso com o fortalecimento da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), com prioridade para a transformação dos compromissos políticos em acções concretas.
A posição foi expressa pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante a Reunião Ministerial da organização, em Nova Iorque, onde destacou a importância da Estratégia de Cooperação do Rio de Janeiro como quadro de referência para reforçar a cooperação entre os Estados-Membros e orientar a acção colectiva.
O governante sublinhou a necessidade de transformar os compromissos políticos assumidos em programas, projectos e resultados concretos, tendo reiterado a disponibilidade de Angola para contribuir activamente para a implementação da Estratégia nas áreas prioritárias identificadas.
Neste contexto, defendeu uma estreita coordenação entre os Estados-Membros, com promoção da complementaridade das iniciativas, do intercâmbio de experiências e conhecimentos especializados e de uma cooperação capaz de gerar benefícios concretos e duradouros em toda a região do Atlântico Sul.
Téte António salientou igualmente a importância da protecção do meio marinho do Atlântico Sul, considerando o Oceano um elemento essencial para as economias, a segurança alimentar e os meios de subsistência dos povos da região.
Neste domínio, alertou para os desafios resultantes da poluição marinha, da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, da perda de biodiversidade e das alterações climáticas, e defendeu o reforço das respostas colectivas e da cooperação entre os países da Zona.
O ministro informou que Angola atribui particular importância à Convenção para a Protecção do Meio Marinho do Atlântico Sul e que estão em curso os procedimentos jurídicos internos necessários para a sua posterior assinatura.
Reafirmou, entretanto, o compromisso de Angola com os objectivos da Convenção e com o reforço da cooperação destinada à protecção e preservação do meio marinho comum.
O ministro das Relações Exteriores sublinhou ainda que a força da ZOPACAS será determinada pela capacidade dos seus Estados-Membros de converterem os compromissos políticos em acções concretas e duradouras.
Téte António reiterou, por isso, o compromisso de Angola com as áreas de cooperação identificadas, com a ZOPACAS enquanto plataforma de diálogo e cooperação e com os objectivos de preservação e protecção do Atlântico Sul.
Candidatura de Josefa Sacko
Na mesma ocasião, e num espírito de cooperação e solidariedade, Téte António chamou a atenção da Reunião Ministerial para uma questão de particular importância para Angola e para o continente africano, ao apresentar a candidatura da embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de Directora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), para o mandato 2027–2031.
A candidatura de Josefa Sacko conta com o apoio da União Africana e foi apresentada aos parceiros da ZOPACAS num espírito de abertura e diálogo, tendo Angola manifestado o seu apreço pela consideração e pelo apoio dos Estados-Membros ao longo do processo eleitoral.
Angola saudou igualmente a oportunidade de os Estados-Membros interagirem com a candidata e conhecerem melhor a sua visão e prioridades para a FAO, reafirmando a importância do diálogo e da cooperação no processo de escolha da futura liderança da organização.
Ao apresentar a candidatura, Angola reiterou o empenho em contribuir para o reforço da cooperação multilateral e para a promoção de respostas comuns aos desafios relacionados com a segurança alimentar, a agricultura, o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida das populações, em particular no continente africano e nos países do Atlântico Sul.SR/ART




