O país reflecte nesta quinta-feira, 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, sobre o contributo de António Agostinho Neto, o Fundador da Nação e primeiro Presidente da República de Angola, que se estivesse em vida completaria 104 anos de idade.
A data é marcada pela evocação do seu pensamento político, assente numa visão inclusiva de Angola, para além das diferenças partidárias e do credo religioso, uma pretensão manifestada no histórico discurso proferido à sua chegada ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.
Na ocasião, Neto apelou a todos os angolanos, sem excepção, à defesa intransigente da soberania nacional, da democracia e ao combate a qualquer tentativa de neocolonialismo.
Num gesto de unidade nacional, o Fundador da Nação agradeceu publicamente a presença de militantes da UNITA e da FNLA que o foram receber, apontando a actitude como um passo para a construção da Angola que desejava.
“O nosso Movimento MPLA tem simplesmente um desejo, é que a partir de agora, nós harmonizemos as nossas forças, todos os movimentos de libertação que estão aqui representados, a FNLA, a UNITA e o MPLA, nós todos tempos o dever de ultrapassar as nossas pretensões individuais ou de organização, para unirmos e construirmos aquela Angola que desejamos”, disse Agostinho Neto na altura.
A tranquilidade e a justiça social foram igualmente apontadas como divisas centrais do seu projecto de nação. No mesmo discurso, Agostinho Neto reiterou o compromisso de democratizar o país e de garantir a todos os angolanos o usufruto das liberdades inerentes ao sistema político que defendia.
O legado de Man Nguxi continua a ser evocado como referência da unidade, da reconciliação e da construção de uma Angola para todos os angolanos.



