ARDA defende limite de idade de 75 anos para candidatos à Presidência da República

Luanda – O partido político ARDA – Acção pelo Reforço da Democratização em Angola defendeu a fixação de um limite máximo de 75 anos para a candidatura ao cargo de Presidente da República, considerando que a liderança do país deve ser exercida por cidadãos com plenas condições físicas e políticas para responder às exigências do cargo.
A posição consta de um memorando divulgado pela organização, no qual a ARDA comenta recentes declarações do Presidente da República sobre a necessidade de passagem de testemunho a quem “não está cansado”. Para o movimento, essa afirmação tem um sentido patriótico, inclusivo e ajustado ao actual contexto político e democrático do país.
No documento, a ARDA recorre a uma metáfora desportiva para sustentar a sua posição, defendendo que, tal como numa equipa de atletismo, a liderança deve ser confiada a quem tenha capacidade para garantir o alcance dos objectivos colectivos.
O memorando aborda ainda a actuação de partidos políticos que, segundo a ARDA, vivem numa “letargia permanente” desde a sua fundação e não apresentam resultados políticos relevantes no país. De acordo com o movimento, estas formações não demonstram trabalho político consistente, nem impacto qualitativo ou quantitativo na vida pública nacional.
A ARDA sustenta que alguns desses partidos surgem apenas em períodos eleitorais, com objectivos meramente financeiros, defendendo que Angola necessita de políticos sérios, éticos e comprometidos com o interesse nacional.
Neste contexto, a organização apela ao Tribunal Constitucional para que reveja os seus critérios e normas, no sentido de avaliar a continuidade legal de partidos que classifica como “fantasmas”.
ARDA reafirma compromisso com a democratização
No mesmo documento, a ARDA reafirma que a sua criação visa contribuir para o reforço da democratização em Angola, promovendo uma prática política baseada na verdade, honestidade e ética. Apesar de ainda não se encontrar legalizada como partido político, a organização afirma estar a desenvolver actividades com impacto social e político, procurando contribuir para a resolução dos principais desafios do país.
O movimento expressa ainda a expectativa de que as instituições responsáveis pela legalização e regulação dos actores políticos tenham em consideração o seu percurso e intervenção cívica no processo de avaliação futura.
O memorando encerra com uma mensagem de exaltação nacional, reiterando o compromisso da ARDA com Angola e com os princípios democráticos.


