Cuvelai – O Presidente da República, João Lourenço, referiu este sábado, no Cuvelai (Cunene), que as estratégias do Executivo para o aumento da disponibilidade de água no País, em particular na região Sul, contribuirão para redução dos conflitos de terras, sobretudo entre criadores de gado e a população local.
Cuvelai – O Presidente da República, João Lourenço, referiu este sábado, no Cuvelai (Cunene), que as estratégias do Executivo para o aumento da disponibilidade de água no País, em particular na região Sul, contribuirão para redução dos conflitos de terras, sobretudo entre criadores de gado e a população local.
Em declarações à imprensa, após a inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve, no mesmo município, frisou que “se aumentarmos o acesso às fontes de água, quer para as pessoas como para o gado, os conflitos também irão reduzir”.
O Chefe de Estado disse ainda que grande parte dos conflitos de terra na região têm como base a escassez de água, uma vez que as poucas zonas de abeberamento eram bastante cobiçadas pelos criadores de gado, daí que estes projectos permitirão uma viragem.
O Presidente da República, João Lourenço, acompanhado do seu homólogo da RDC, Félix Tchisekedi, e da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, cortou a fita e accionou o botão para a entrada em funcionamento da infra-estrutura das barragens do Ndúe e Calucuve, ambas no município do Cuvelai.
Valências das barragens
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com capacidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que os duas barragens desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região Sul de Angola, de forma cíclica.
Paralelamente à disponibilização de mais água na região, também é expectável que as barragens tragam o desenvolvimento socioeconómico e dinamização da economia, com criação de oportunidades de empregos, mitigação de doenças, entre outros benefícios.
Entre várias finalidades, Ndúe e Calucuve visam, essencialmente, reduzir a escassez de água na bacia do Cuvelai, abastecimento de água às populações e ao gado, garantir a segurança alimentar, promover o fortalecimento da agricultura, bem como impulsionar actividades turísticas e fomentar a restauração de equipamentos públicos.
O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela. QCB/SC



