Balbina da Silva: Embaixadora ausculta angolanos em Espanha

No quadro das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, a Embaixada de Angola em Espanha promoveu, recentemente, um encontro de auscultação com a comunidade residente em território espanhol, com destaque para líderes associativos, estudantes, profissionais, missionários e outros membros da diáspora angolana.
A sessão decorreu nas instalações da Missão Diplomática, sob orientação da embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva. O encontro teve como objectivo reforçar os laços entre a Missão Diplomática e a comunidade, ouvindo directamente os anseios, desafios e propostas dos cidadãos angolanos em Espanha.
Durante a sua intervenção, a diplomata destacou o papel da comunidade como “representante digna do esforço e resiliência de Angola além-fronteiras” e sublinhou o compromisso da Missão com uma diplomacia centrada no cidadão, na qualidade dos serviços públicos consulares e na valorização da diáspora como activo estratégico para o desenvolvimento nacional.
Entre os compromissos assumidos pela embaixadora destacam-se a protecção dos direitos e interesses dos angolanos em Espanha, com especial atenção a estudantes, profissionais, mulheres chefes de família e jovens em formação.
Apontou ainda o reforço da cooperação com a Espanha nas áreas da Educação, Saúde, Energia, Agricultura, Turismo e Cultura.
Foi também defendida a promoção de uma imagem moderna e dinâmica de Angola, alinhada com os objectivos de diversificação económica e integração regional.
No encontro, a diplomata apresentou também o plano de actividades da Embaixada e reforçou a necessidade de um diálogo permanente com os cidadãos angolanos, identificando como principais preocupações da comunidade o processo de inscrição consular, emissão de documentos como Bilhete de Identidade e Registo Criminal.
Por seu turno, Cristina Paulina, representante da área de psicologia e influência da comunidade pra SG h, apelou à criação de um departamento social dentro da Missão para apoio directo aos angolanos, especialmente às jovens mulheres em situação de vulnerabilidade. Frisou a importância de assistência na orientação e integração destas cidadãs em solo espanhol.
A associação Move Angola, por sua vez, reiterou preocupações como a legalização da instituição em Espanha, apoio a angolanos em consultas médicas com tradução, e a proposta da criação de uma “Casa da Cultura Angolana”.
Jean Barnabé, presidente da Associação Progresso da Nação Angolana no País Basco, valorizou o gesto de proximidade e sugeriu a realização de um senso empresarial para identificar empreendedores angolanos no país, bem como apoio à criação de uma associação nacional da diáspora angolana em Espanha.


