BD afasta possibilidade de desintegração

O Secretário-Geral do Bloco Democrático (BD) afirmou, esta quinta-feira, 26, à Rádio Correio da Kianda, que a iniciativa de auscultação a outras forças da oposição decorre de uma orientação expressa do Conselho Nacional do partido, rejeitando a ideia de que se trate de uma agenda pessoal do vice-presidente.
Muata Sebastião esclareceu que a linha de actuação foi definida durante a V Convenção Ordinária do partido, realizada em Agosto de 2025, e posteriormente reforçada na reunião do Conselho Nacional de 17 de Janeiro de 2026. Segundo o dirigente, não corresponde à verdade que o processo seja uma iniciativa individual de Américo Vaz de Jesus.
“O BD não tem duas direcções. Existe uma única direcção, e as decisões são tomadas nos órgãos colegiais, entre os quais o Conselho Nacional”, sublinhou, reforçando que a dinâmica em curso reflecte o posicionamento maioritário da estrutura dirigente.
De acordo com Muata Sebastião, a estratégia de diálogo com outras forças políticas visa preparar o partido para as eleições gerais de 2027, sublinhando que o BD não poderá repetir o modelo anterior de participação eleitoral.
O secretário-geral recordou ainda que, à luz da Lei dos Partidos Políticos, o Bloco Democrático deverá concorrer ao próximo pleito, seja de forma isolada ou em coligação. A decisão final, frisou, será tornada pública pela direcção liderada por Filomeno Vieira Lopes.
Relativamente à relação com a UNITA, Muata Sebastião assegurou que o partido mantém proximidade política, razão pela qual continua a integrar a Frente Patriótica Unida (FPU).
A auscultação em curso que deverá igualmente abranger organizações da sociedade civil procura avaliar o cenário político para 2027. O dirigente admitiu que o contexto eleitoral ainda é incerto, salientando que eventuais mudanças dependerão, entre outros factores, da posição da UNITA quanto à formalização de uma coligação.
“Até lá, a UNITA continuará a ser um parceiro do Bloco e uma força importante na articulação política”, concluiu.


