Bornito de Sousa e Armindo Laureano investidos no Conselho de Assessores de Espanha

O jurista e antigo Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, e o jornalista e director do Novo Jornal, Armindo Laureano, foram investidos, hoje, como membros do Conselho de Assessores do Reino de Espanha para África.
A cerimónia teve lugar na sede do Ministério dos Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação de Espanha, noticiou o Novo Jornal.
O evento, que foi apresentado pelo ministro dos Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação de Espanha, José Manuel Albares, contou com embaixadores dos países africanos acreditados naquele país.
"Este projecto é parte de uma estratégia aprovada pelo Governo de Espanha, com um foco na juventude e na educação, nomeadamente a educação profissionalizante", explicou Bornito de Sousa.
Considerou, ainda, que "a iniciativa vai fazer uma enorme diferença e permitir que os jovens possam fazer a transformação das matérias primas e participar no desenvolvimento, mesmo em África".
O Conselho de Assessores de alto nível é formado por 60 personalidades africanas e espanholas de diferentes áreas e especialidades como a Política, Economia, Cultura, Sociedade, entre outras, acrescenta a mesma fonte.
A instituição está enquadrada na estratégia Espanha-África, 2025-2028, apresentada em Dezembro de 2024, pelo Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, sob o lema: "Trabalhando juntos através de uma relação estratégica." A estratégia está articulada em torno de cinco objectivos fundamentais, Reforçar, Crescer, Conectar, Proteger e Conviver e contempla este conselho de assessores como uma das suas mais importantes linhas de actuação.
Uma das funções do conselho será reflectir e apontar ideias práticas para o reforço da cooperação entre o Reino de Espanha e o continente africano.
Também procurará analisar o impacto dos projectos conjuntos, as relações e os desafios da relação de Espanha com África nas vertentes bilateral e multilateral.
É um órgão de relevante importância na estratégia que este país europeu tem para África e que procura contar com a participação de assessores com experiência, com notável participação cívica, com intervenção política, social e cultural, pode ler-se na matéria.


