O Governo tsuanês pretende estabelecer parceria com investidores angolanos dispostos a apostar na inovação, construção e na transformação, por considerar estes factores determinantes para o desenvolvimento dos negócios, dos países e do continente africano.
A pretensão foi manifestada pelo Presidente do Botswana, Duma Boko, durante o Fórum Económico Angola-Botswana, realizado, na noite desta terça -feira, 8 de Setembro, no quadro da visita de Estado que o Presidente tswanês efectua a Angola.
“Nós procuramos parceiros como vocês, que estão prontos a investir, a inovar, a construir e a transformar”, declarou, acrescentando que o progresso e o sucesso dos negócios e dos países africanos dependerão da escala, do ritmo e da natureza da inovação.
Duma Boko afirmou ainda que Angola e Botswana representam grandes oportunidades no sector da mineração, que requer capital para extrair, processar, beneficiar e produzir produtos feitos para que não exportem empregos e oportunidades para outras partes do mundo.
Na sua visão, há necessidade de se apostar em ideias novas, radicais e disruptivas, capazes de gerar valor e proporcionar retornos significativos para as empresas e para as populações.
Duma Boko apontou os principais constrangimentos ao desenvolvimento económico do continente, nomeadamente as dificuldades de conectividade entre os países africanos, que tornam as deslocações mais morosas e dispendiosas.
“Nós precisamos de abordar o desafio da conectividade, para que possamos facilitar o movimento livre, fácil, eficiente, acessível e seguro de pessoas e de empresários”, afirmou.
Para o Presidente do Botswana, a melhoria das ligações entre os países é fundamental para facilitar a circulação de pessoas e negócios e criar melhores condições para o investimento e o desenvolvimento económico regional.
A insuficiência energética foi outro dos desafios identificados pelo Chefe de Estado tsuanês, que considerou necessário reforçar a capacidade de transmissão de energia entre diferentes pontos do continente.
Na sua perspectiva, o problema não reside apenas na capacidade de gerar energia, mas também nas limitações existentes para a sua transmissão de um ponto para outro.
O Presidente do Botswana reconheceu o papel dos líderes empresariais na dinamização das economias e apelou a uma maior mobilidade dos investimentos em África, tendo em vista a identificação e o aproveitamento de oportunidades.
“Vocês têm que fazer isso. Têm que fazer o bem, não só para vocês mesmos e para os vossos negócios, mas também para as pessoas comuns desses países em que fazem negócio e para o continente em que operam”, apelou.
O Presidente do Botswana terminou a intervenção reafirmando a disponibilidade do seu país para acolher investimentos e estabelecer novas parcerias.
“Estou aqui para dizer-vos, em nome da República do Botswana, que o Botswana está aberto aos negócios”, declarou.



