Braço feminino do PRS alerta para aumento acentuado dos preços da cesta básica nos mercados informais

Luanda - A União da Mulher de Renovação Social (UMRS), organização feminina do Partido de Renovação Social (PRS), manifestou preocupação face à contínua subida dos preços dos principais produtos da cesta básica nos mercados informais de Luanda e do município do Icolo e Bengo.
A constatação foi feita durante visitas aos mercados do Zango 1, Zango 4 e Km 30, realizadas por uma delegação da UMRS liderada pela secretária nacional, Domingas Henda.
Segundo as vendedeiras, a situação “está cada vez mais difícil”, e não se vislumbra, para já, qualquer medida que possa inverter o actual cenário. No mercado do Zango 1, primeiro ponto visitado, algumas comerciantes afirmaram que “o custo de vida agravou-se desde a subida ao poder do Presidente João Lourenço”.
Além da subida dos preços, os entrevistados — homens e mulheres — denunciaram a ausência de serviços sociais básicos, como escolas públicas e centros de saúde. “Só existem colégios privados, e não temos escolas do Estado. Por quê?”, questionou uma das vendedoras. A mesma interlocutora referiu ainda que não beneficiam de energia da rede pública: “Não temos luz, a não ser dos PTs privados, onde pagamos valores muito elevados para podermos celebrar contrato”.
Face às reiteradas queixas da população, a secretária nacional da UMRS, Domingas Henda, justificou a iniciativa como forma de constatar a realidade no terreno e, simultaneamente, encaminhar as preocupações das comunidades aos órgãos competentes do partido e às instâncias governamentais.
“Constatámos que os preços da cesta básica estão excessivamente altos, sem que exista uma solução concreta à vista”, referiu Domingas Henda. Entre os produtos mais mencionados estão “o arroz, o feijão, o óleo alimentar e o açúcar” — bens essenciais que continuam inacessíveis para muitas famílias angolanas. A responsável sublinhou ainda que “o Governo deve rever esta situação com carácter de urgência”.


