Luanda – O discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas mereceu destaque no Brasil e em Cuba, com particular atenção ao agravamento das tensões internacionais e à posição de Angola sobre o bloqueio contra Cuba.
Luanda – O discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas mereceu destaque no Brasil e em Cuba, com particular atenção ao agravamento das tensões internacionais e à posição de Angola sobre o bloqueio contra Cuba.
No Brasil, o Correio da Manhã publicou a matéria “João Lourenço alerta para risco de conflagração global”, na qual apresenta como principal destaque a advertência do Presidente angolano de que o mundo atravessa um período de agravamento das tensões internacionais e se aproxima “assustadoramente de uma conflagração global”.
A publicação refere que João Lourenço, ao abordar o cenário internacional, condenou o terrorismo e afirmou que a situação da paz e segurança mundial se deteriora ano após ano. O jornal cita os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, entre israelitas e palestinianos, as tensões no Golfo Pérsico, os conflitos no continente africano e o aumento das tensões na região da Ásia-Pacífico.
O Correio da Manhã assinala ainda que, segundo o Presidente angolano, não existem sinais alentadores de que os principais conflitos possam alcançar uma solução de paz nos próximos tempos.
Outro aspecto destacado pelo jornal brasileiro é a crítica de João Lourenço ao predomínio da força sobre o Direito Internacional. A publicação refere que o Presidente considerou que as guerras produzem consequências para além dos campos de batalha, com impacto nas crises de segurança alimentar, energética e humanitária e nas cadeias internacionais de abastecimento.
O jornal deu igualmente espaço ao apelo do Chefe de Estado para que as Nações Unidas recuperem o seu papel central na busca da paz. “Nosso apelo vai no sentido de actuarmos com sabedoria e coragem para restaurar o papel central das Nações Unidas”, cita o Correio da Manhã.
Na matéria, o jornal brasileiro aborda também a posição de Angola sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo a publicação, João Lourenço considerou que a actual composição do órgão já não corresponde à realidade internacional e defendeu uma representação adequada de África, América Latina e Ásia como membros permanentes, com os mesmos poderes dos actuais integrantes nessa condição.
O Correio da Manhã refere ainda a defesa do Consenso de Ezulwini e da Declaração de Sirte, documentos que sustentam a posição africana sobre a reforma do Conselho de Segurança.
O Correio da Manhã fez igualmente referência aos 50 anos da entrada de Angola na ONU, assinalados em Dezembro de 2026, e ao percurso do país desde a independência, num período marcado pela Guerra Fria e, posteriormente, pela conquista da paz em 2002.
Em Cuba, a Agência de Notícias Prensa Latina destacou a posição de João Lourenço sobre o bloqueio dos Estados Unidos contra a ilha, num artigo intitulado “Cuba na ONU: Vozes contra o bloqueio”.
A agência cubana referiu que o Presidente angolano manifestou preocupação com “a maneira injusta, marcada por uma falta de sensibilidade gravíssima”, com que Cuba tem sido tratada ao longo das últimas décadas, e considerou que o embargo agrava as condições de vida da população cubana.
A Prensa Latina destacou também a afirmação de João Lourenço de que Cuba não constitui uma ameaça à segurança de outros países e o reconhecimento do contributo cubano para a luta contra o regime do apartheid na África do Sul.
A Televisão Cubana, no seu Telejornal, deu igualmente destaque à intervenção do Presidente angolano, com particular referência à classificação do bloqueio como “desumano e injusto”.
O principal noticiário da televisão cubana referiu que João Lourenço considerou o embargo uma violação dos princípios e normas do Direito Internacional e renovou o apelo para que seja posto fim ao bloqueio contra Cuba.ART




