As Primeiras-Damas de África lançam, hoje, em Luanda, uma campanha continental de mobilização de parcerias e acções concretas.
A iniciativa visa reforçar a capacidade de resiliência de mulheres e raparigas face aos desafios climáticos, conflitos armados e crises humanitárias. Sob o lema “Construir Resiliência é Garantir Sustentabilidade para o Futuro, com Participação Inclusiva”, o evento é liderado pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD). Para participar no encontro, apontado como uma resposta urgente às populações mais vulneráveis, já se encontram na capital angolana as Primeiras-Damas da Guiné Equatorial, Constância de Obiang, da Côte d’Ivoire, Dominique Ouattara, e da República Democrática do Congo (RDC), Denise Tshisekedi. As ilustres visitantes foram recebidas no final da tarde de ontem por Ana Dias Lourenço, no Protocolo de Estado do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro. O acto conta também com a participação das Primeiras-Damas da Serra Leoa, Cabo Verde, Gabão, Moçambique, Namíbia, República do Congo, São Tomé e Príncipe e Nigéria, além de representantes dos sectores público e privado, organizações da sociedade civil e líderes comunitários. Com esta iniciativa, Angola assume um papel de referência na promoção de uma agenda africana centrada na paz, na inclusão e na criação de oportunidades geracionais, avança o comunicado de imprensa da organização do evento. A OAFLAD é uma organização continental que reúne as cônjuges dos Chefes de Estado africanos em torno da promoção dos direitos e do bem-estar de mulheres, jovens e crianças. Fundada em 2002 por iniciativa pioneira de 37 Primeiras-Damas africanas, a instituição nasceu originalmente com o foco no combate à epidemia do VIH/SIDA, operando sob a sigla OAFLA (Organização das Primeiras-Damas Africanas contra o VIH/SIDA). Na altura, a doença representava a maior crise de saúde pública e de desenvolvimento no continente, dizimando comunidades e exigindo uma advocacia política urgente ao mais alto nível. Ao longo dos anos, com a evolução do quadro epidemiológico e a necessidade de uma abordagem mais integrada, a organização reestruturou-se em 2019, alterando o seu nome para OAFLAD (Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento).




