O chefe adjunto da Casa Militar do Presidente da República, general Cerqueira João Lourenço, encorajou ontem, em Luanda, os efectivos da Unidade de Defesa Presidencial (UDP) a manterem uma observância inabalável dos princípios militares, em lealdade à protecção do Chefe de Estado e das instituições democráticas.
O oficial general discursava na cerimónia alusiva aos 50 anos de existência da UDP.
Durante o seu discurso, apelou aos efectivos para que mantenham firmes o compromisso, a fidelidade, a disciplina, o respeito pela hierarquia, a legalidade, o patriotismo e o sentido de responsabilidade.
Referiu ainda que a missão específica confiada à UDP exige uma busca constante pela excelência, com foco na elevação dos pa- drões de profissionalismo, prontidão combativa e lealdade à pátria.
Para alcançar estes ob- jectivos, o general destacou a importância do investimento contínuo na formação permanente dos efectivos, na modernização dos meios e na melhoria das infra-estruturas dos quartéis.
Na ocasião, Cerqueira João Lourenço prestou homenagem a todos os militares que contribuíram para a edificação da unidade, dedicando um tributo especial àqueles que perderam a vida em prol da Nação. "A sua memória permanece viva e constitui um exemplo para as gerações actuais e futuras", afirmou, reiterando o compromisso de dedicação total à protecção e defesa do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas.
Unidade cumpriu com a missão essencial
O comandante da Unidade de Defesa Presidencial (UDP), Mário da Silva Neto, afirmou ontem que aquele órgão cumpriu, ao longo de cinco décadas, a missão de garantir a protecção dos Presidentes da República e de actuar como reserva estratégica. Segundo o oficial, o sucesso do órgão deve-se a valores como patriotismo, prontidão, lealdade, disciplina, discrição e profissionalismo.
Ao discursar na cerimónia dos 50 anos da UDP, o comandante sublinhou que a valorização do capital humano — através da formação académica, técnico-profissional, operativa e combativa — é essencial para que a unidade se mantenha à altura dos seus desafios.
Criada a 30 de Setembro de 1976 por orientação do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, a UDP foca-se agora na modernização de meios, requalificação de infra-estruturas e reforço logístico.
Mário da Silva Neto destacou que a evolução histórica das designações e estruturas da unidade — da Vidrul ao Futungo de Belas, e da Unidade Operativa Especial ao Batalhão de Guarda Presidencial, até à actual UDP — foi feita sem nunca alterar o compromisso essencial com a Pátria e as instituições do Estado.
Na ocasião, o comandante da UDP homenageou os veteranos que edificaram os alicerces da instituição em circunstâncias adversas, expressando também o seu apreço aos actuais efectivos e recém-incorporados.
O comandante estendeu o reconhecimento ao contributo da Casa Militar do Presidente da República, da Polícia Nacional, da comunidade de inteligência e demais órgãos do Sistema de Segurança Nacional, dirigindo ainda uma palavra de solidariedade aos funcionários que não puderam comparecer por motivos de saúde.
Ao encerrar, afirmou que o jubileu de ouro deve inspirar a coesão e renovar o espírito de missão para o futuro.




