"Devemos mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais de que dispomos para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e para pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos que já existem", defendeu, domingo, o Presidente da República.
Ao discursar na abertura da 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, subordinada ao tema “Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África”, João Lourenço defendeu a necessidade de África reforçar a eficácia dos seus mecanismos de prevenção e resolução de conflitos.
No quadro dessa acção, o Estadista Angolano considerou fundamental a adopção de medidas concretas, responsabilidades claramente definidas e instrumentos eficazes de acompanhamento das decisões.
Para o Presidente da República, o desafio passa por mobilizar, de forma articulada, todos os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais ao dispor do continente, privilegiando a prevenção antes que as tensões evoluam para guerras.
O Chefe de Estado considerou que a paz, a segurança e a estabilidade constituem condições indispensáveis não apenas para o desenvolvimento económico dos países africanos, mas, também, para a consolidação dos Estados, a melhoria das condições de vida das populações e a concretização da Agenda 2063, denominada “A África que Queremos”.
João Lourenço recordou que, durante o exercício da Presidência da União Africana, em 2025, Angola colocou a paz, a segurança e a estabilidade entre as principais prioridades da sua agenda continental.
O Presidente da República fez saber que esta opção resultou da convicção de que não pode haver desenvolvimento sustentável, integração económica efectiva e melhoria das condições de vida das populações sem segurança, paz, estabilidade e concórdia entre os povos.
Neste contexto, destacou a reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, realizada a 24 de Setembro de 2025, em Nova Iorque, dedicada à prevenção e resolução dos conflitos no continente.
A reflexão iniciada naquela ocasião, explicou, reforçou a necessidade de África tornar mais eficazes os instrumentos de que dispõe para prevenir conflitos, mediar crises e, sobretudo, assegurar a implementação das decisões adoptadas pelos Estados-membros.
Para o Estadista Angolano, a questão central já não se limita à existência de mecanismos continentais de paz e segurança, mas à capacidade de os colocar efectivamente em funcionamento e de garantir resultados concretos no terreno.
João Lourenço voltou a colocar a prevenção no centro da estratégia africana de paz, defendendo uma actuação capaz de antecipar as crises e impedir que divergências políticas, sociais ou institucionais degenerem em conflitos armados.
O objectivo, salientou o Chefe de Estado, deve ser o de criar condições para que as futuras gerações possam viver num continente livre de guerras e de conflitos violentos, mais integrado, próspero e seguro.
João Lourenço aproveitou a ocasião para reafirmar a disponibilidade de Angola em contribuir para o diálogo, a concertação e a procura de soluções para os grandes desafios do continente.




