Luanda - Dez Chefes de Estado e nove primeiros-ministros já confirmaram participação na vigésima primeira sessão extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, dedicada ao Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África, a ter lugar em Luanda, a 30 do corrente mês.
Em conferência de imprensa, realizada esta quarta-feira, em Luanda, o embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, igualmente porta-voz do evento, disse que as presenças já confirmadas demonstram a vontade e o interesse dos líderes africanos em relação aos objectivos da cimeira.
Adiantou que a conferência é exclusivamente africana, não tendo sido convidados parceiros ou outras entidades internacionais, que estarão apenas nas sessões de abertura e de encerramento, incluindo o corpo diplomático e as organizações internacionais sediadas em Angola.
Luanda – O Fundo de Apoio à Paz da União Africana (UA) acumula 400 milhões de dólares , insuficientes para responder aos desafios de paz e segurança no continente, informou, esta quarta-feira, em Luanda, o representante permanente de Angola junto da organização, Miguel Bembe.
O diplomata prestou a informação em conferência de imprensa na qualidade de porta-voz da 21.ª Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da UA.
Disse que a mobilização e manutenção de tropas no terreno, além das necessidades logísticas e operacionais, exigem recursos muito superiores aos disponíveis.
“Para mobilizar tropas e manter homens no terreno, logística, entre outros elementos, o valor acima citado não representa nada, comparando com o número de conflitos que o continente enfrenta”, afirmou.
Segundo Miguel Bembe, as cinco regiões de África (Austral, Ocidental, Central, Norte e Oriental)enfrentam diferentes situações de instabilidade, com destaque para o terrorismo transnacional e as mudanças inconstitucionais de governos.
Informou que, dos 55 Estados-membros da UA, seis estão actualmente sob sanções, na sequência de mudanças inconstitucionais de governos.
Apontou ainda como desafio o cumprimento das normas da organização continental, numa altura em que a maioria dos Estados-membros mantém as suas obrigações financeiras através do pagamento das contribuições.
Miguel Bembe defendeu, por isso, a reforma das principais estruturas da UA, com vista ao reforço da capacidade da organização para responder aos desafios de paz e segurança.
Avançou que Angola considera essencial e urgente a realização da reunião de Chefes de Estado e de Governo para “arrumar a casa” e encontrar soluções capazes de fortalecer os mecanismos continentais de prevenção e resolução de conflitos.
A 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA realiza-se em Luanda, nos dias 29 e 30 de Agosto, sob o lema “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”.
Miguel Bembe revelou que, no final dos trabalhos, que vão decorrer à porta fechada, os Chefes de Estado e de Governo vão adoptar um Plano de Acção, complementado por uma Matriz de Implementação, que considerou ser uma inovação no âmbito da União Africana.




