Ondjiva – O director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo do Cunene, Isidro Ndahepele, afirmou, esta segunda-feira, que o Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) preserva os direitos às famílias na realização de funerais dignos.
Ondjiva – O director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo do Cunene, Isidro Ndahepele, afirmou, esta segunda-feira, que o Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) preserva os direitos às famílias na realização de funerais dignos.
Em declarações à ANGOP, reconheceu a importância da implementação do projecto, que reforça a promoção da paz e a reconciliação nacional entre os angolanos.
Disse que a criação da CIVICOP garante o direito às famílias que não tiveram a oportunidade de se despedirem de forma merecida dos entes queridos, em função do contexto político do país naquele período.
“Este acto demonstra solidariedade e justiça pelos direitos humanos, bem como uma afirmação da vontade política dos angolanos caminharem de mãos dadas rumo ao desenvolvimento sustentável do país”, realçou.
Enalteceu o trabalho da Comissão para a Implementação do processo focado na localização e identificação dos restos mortais das vítimas, na medida em que as famílias estão a realizar os seus desejos de despedirem-se dos entes queridos.
Referiu que os resultados da CIVICOP reafirmam a união de um povo dividido durante 27 anos em que o território ficou mergulhado na guerra civil, no período entre 1975 e 2002.
Isidro Ndahepele disse que o conflito político abrangeu a sociedade em geral, que na altura se viu envolvida sem vontade própria, razão pela qual enalteceu o acto de reconciliação nacional.
A iniciativa enquadra-se no processo conduzido pela Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), que visa devolver dignidade às vítimas e proporcionar às famílias um encerramento simbólico e emocional.
Recorde-se que, em memória às vítimas dos conflitos armados políticos (1975 a 2002), o Presidente da República, João Lourenço, decretou no passado dia 22 de Maio um dia de luto nacional. PEM/LHE/MC




