Uma colecção de 16 livros dedicada ao empoderamento feminino e inspirada no percurso da Rainha Njinga Mbande vai ser apresentada no dia 3 de Setembro, às 17 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda.
A iniciativa, concebida pela Editora Acácias e pela Associação ASOKO, surge no quadro das celebrações do 50.º aniversário da Independência Nacional e pretende valorizar o legado das mulheres angolanas e africanas que se destacaram em diferentes áreas da sociedade.
O projecto é inspirado no percurso da Rainha Njinga Mbande, figura de referência na História de Angola, que se notabilizou pela capacidade estratégica, política e diplomática na resistência à presença colonial portuguesa.
A colecção reúne 16 obras, cada uma da autoria de uma mulher africana de referência, com intervenção em áreas como economia, diplomacia, direito, ciência política, segurança, cultura, educação e liderança. As obras abordam questões relacionadas com a condição e o papel da mulher na sociedade angolana e africana, procurando colocar conhecimentos e experiências ao serviço das novas gerações.
Em declarações ao Jornal de Angola, a mentora do projecto e presidente da Associação ASOKO, Tânia de Carvalho, explicou que a agremiação trabalha para preservar a identidade cultural angolana, sobretudo nos aspectos históricos.
Segundo Tânia de Carvalho, a maior parte da colecção, composta por 16 livros, vai ser distribuída por instituições de ensino e outras organizações, enquanto a outra parte vai ser comercializada. “Este projecto envolve 16 mulheres e aborda temas sociais, com destaque para o empoderamento feminino”, revelou.
As verbas deste projecto, revelou, destinam-se ao financiamento do Primeiro Seminário sobre a Reparação Histórica de Angola, a realizar-se em Novembro, na província do Zaire.
Tânia de Carvalho acrescentou que Njinga Mbande representa o poder feminino e a valorização da mulher, princípios que, segundo referiu, têm vindo a ser fragilizados na sociedade, sobretudo, devido ao aumento de casos de assédio sexual.
O projecto pretende, igualmente, contribuir para a valorização da produção literária, académica e cultural das mulheres angolanas.




