Malanje - O segundo comandante provincial da Polícia em Malanje, Joaquim Diogo Brás, exortou quarta-feira a 5ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteiras (UPGF) a reforçar a vigilância, para inviabilizar o contrabando e outros ilícitos transfronteiriços.
Malanje - O segundo comandante provincial da Polícia em Malanje, Joaquim Diogo Brás, exortou quarta-feira a 5ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteiras (UPGF) a reforçar a vigilância, para inviabilizar o contrabando e outros ilícitos transfronteiriços.
Ao discursar no acto provincial das comemorações do 48º aniversário da UPGF, assinalado a 26 deste mês, o subcomissário enalteceu o contributo do órgão na salvaguarda da soberania nacional, no combate à imigração ilegal, no tráfico de drogas e de seres humanos, bem como na manutenção da ordem e segurança pública.
Frisou que o Comando Provincial da Polícia reconhece o sacrifício e o "trabalho árduo" que o órgão tem desenvolvido para garantir a inviolabilidade da fronteira com a vizinha República Democrática do Congo (RDC).
O segundo comandante disse que os efectivos devem compreender que uma fronteira segura é sinónimo de famílias tranquilas, comunidades protegidas e um Estado soberano.
Defendeu ainda que as fronteiras transcendem as linhas traçadas num mapa e representam a expressão territorial do país e o limite jurídico e político onde se afirma o Estado, pelo que a identidade, a segurança e os legítimos interesses do povo devem ser preservados a todo o custo.
Por sua vez, o comandante da 5ª UPGF, subcomissário Félix Nelson, frisou que a conjuntura actual exige dos efectivos maior vigilância, prontidão e um elevado sentido de responsabilidade e patriotismo, reafirmando que o país deposita total confiança nas forças daquele órgão.
Precisou que no período compreendido entre Janeiro e Agosto deste ano foram registadas 15 violações de fronteira, que resultaram na detenção de 44 cidadãos da República Democrática do Congo (RDC).
Félix Nelson adiantou ainda que no período em referência três cidadãos da RDC foram detidos por exploração ilegal de diamantes e um por auxílio à imigração ilegal.
Disse igualmente que foram registados 74 crimes de natureza diversa, entre os quais furtos, ofensas simples à integridade física, roubos, burlas cibernéticas, abusos sexuais, vandalização de património privado, fogo posto, violência doméstica e um homicídio qualificado por asfixia mecânica.
No âmbito destas ocorrências, disse, as forças de ordem detiveram 78 cidadãos nacionais, todos encaminhados para o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e para a Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) para os procedimentos legais subsequentes.
A Polícia de Guarda Fronteiras (PGF) foi criada a 26 de Agosto de 1978, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 11/78.RM/PBC




