Comité Ministerial da UA alinha estratégias de unidade e coesão

Ministros africanos, com destaque para o das Relações Exteriores, Téte António, participam, amanhã, em Adis Abeba, Etiópia, na Reunião do Comité Ministerial para as Candidaturas Africanas no Sistema Internacional.
Trata-se de um mecanismo da União Africana responsável pela concertação de posições entre os Estados-membros relativamente ao apoio e endosso de candidaturas africanas para cargos de elevada responsabilidade em organizações internacionais e multilaterais. O Comité, de acordo com dados avançados pelo Ministério das Relações Exteriores, visa reforçar a unidade de acção do continente, assegurar uma representação africana mais forte nas instituições internacionais e promover uma distribuição geográfica equilibrada dos cargos de decisão. O chefe da diplomacia angolana vai integrar, igualmente, os trabalhos da 49.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana, agendada para os dias 28 e 29 de Julho, na sede da organização continental, em Adis Abeba. De referir que o Conselho Executivo, composto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros ou por outros designados pelos Estados-membros, vai apreciar relatórios dos diversos órgãos especializados da União Africana e analisar matérias relacionadas com a integração continental, paz e segurança, governação, desenvolvimento económico e social, bem como a implementação da Agenda 2063. A sessão decorre sob o tema “Assegurar a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, destacando a importância da gestão sustentável dos recursos hídricos para o desenvolvimento inclusivo do continente. O documento considera a participação de Angola nestes encontros o compromisso do país com o fortalecimento do multilateralismo africano, a coordenação das posições comuns do continente nos fóruns internacionais e a promoção das prioridades estratégicas da União Africana, em consonância com os objectivos de paz, integração, desenvolvimento sustentável e afirmação da voz de África no sistema internacional.


