Debate democrático envolve diferentes visões sobre papel da oposição

Os partidos políticos na oposição em Angola trabalham com o objectivo de alcançar a alternância do poder, contribuindo, deste modo, para que o partido que sustenta o Governo reforce e aperfeiçoe as suas estratégias políticas e eleitorais.
A consideração foi feita pelo analista político Eurico Gonçalves, durante um debate radiofónico, onde rejeitou a ideia de que os partidos da oposição actuam movidos apenas por interesses financeiros.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o especialista reconheceu o papel desempenhado pelas forças políticas da oposição no fortalecimento da democracia e da participação política no país.
“Os partidos políticos na oposição em Angola trabalham no sentido para uma alternância. E o próprio MPLA reconhece que tem que afinar a sua máquina partidária, a sua máquina eleitoral e a sua máquina de marketing para conseguir superar os resultados”, disse.
Por sua vez, o jurista Luís Van-Dúnem criticou o que classificou como suposta divisão, entre os partidos políticos, das verbas destinadas às campanhas eleitorais após a realização das eleições.
O especialista condenou ainda a apropriação de bens públicos para fins pessoais ou partidários, defendendo maior transparência na gestão dos recursos colocados à disposição das organizações políticas.
“O dinheiro que é atribuído aos partidos políticos que são habilitados para concorrer às eleições, também servem para comprar o seu património. Esses patrimónios não são devolvidos ao Estado, ficam com os partidos, e pior do que ficar com os partidos, membros da direcção dos partidos ficam com esses bens para uso pessoal”, avançou.


