Diálogo de alto nível em Nova Iorque aborda determinantes sociais e económicos

O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, sugeriu, em Nova Iorque, que os sistemas de saúde mundial sejam tão fortes quanto as condições sociais, económicas e ambientais que os sustentam.
O embaixador angolano, que falou na sexta-feira, no Diálogo Interactivo de Alto Nível, sobre os Determinantes Sociais, Económicos e Ambientais da Saúde, sustentou a sua tese com o facto de reconhecer que existem muitos factores que contribuem para os resultados globais em saúde.
Ao intervir na abertura do evento, em nome do presidente da Assembleia Geral, Philémon Yang, Francisco José da Cruz referiu que as pesquisas mais recentes confirmam que há uma diferença inaceitável de 33 anos na esperança de vida entre e dentro dos países.
“Quase 70 por cento dos trabalhadores em todo o mundo não têm acesso à baixa médica, apesar das evidências claras de que esta é essencial para a saúde”, deplorou o diplomata angolano, acrescentando que 23 por cento das mortes globais podem ser atribuídas a factores ambientais, a maioria das quais ligadas a doenças crónicas não transmissíveis.
Face a este cenário, reconheceu que prestar cuidados médicos de qualidade torna-se, ainda, mais desafiante quando os determinantes críticos da saúde impedem o progresso.


