O Presidente João Lourenço discursou, este domingo, na abertura da Sessão Extraordinária dos Chefes de Estado e Governo da União Africana.
Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da União Africana;
Excelências Chefes de Estado e de Governo;
Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;
Excelências Membros do Corpo Diplomático e Representantes das Organizações Internacionais acreditados em Angola;
Excelências Representantes das Comunidades Económicas Regionais e demais Organizações Regionais Africanas;
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Aceitem as nossas mais calorosas boas-vindas a Angola para participar, em Luanda, na 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, subordinada ao Tema “Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África”.
Agradeço a todos os Chefes de Estado e de Governo que aceitaram o convite para participar neste importante evento para o nosso continente.
Dirijo os meus agradecimentos, de modo particular, a Sua Excelência Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e Presidente em Exercício da União Africana, pelo apoio e empenho demonstrados na concretização desta iniciativa, bem como a Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana, pelo trabalho desenvolvido para que esta Sessão Extraordinária pudesse ter lugar em Luanda.
A presença de Vossas Excelências traduz a importância que colectivamente atribuímos à paz e à segurança no nosso continente e demonstra que estamos conscientes da necessidade de reforçarmos a nossa capacidade de prevenir e resolver, de forma mais eficaz, os conflitos que continuam a afectar várias regiões de África.
Angola e o seu povo acolhe-vos como uma nação africana aberta ao diálogo, à concertação e à procura de soluções para os grandes desafios do nosso continente.
Excelências,
A realização desta Sessão Extraordinária insere-se na continuidade do compromisso assumido por Angola em favor da paz, da segurança e da estabilidade em África.
Durante o exercício da Presidência da União Africana em 2025, colocámos estas matérias entre as prioridades da nossa agenda, convencidos de que não poderá haver desenvolvimento sustentável, integração económica efectiva e melhoria das condições de vida das nossas populações sem segurança, paz, estabilidade e concórdia entre os povos.
Foi com esse espírito que, aos 24 de Setembro de 2025, presidimos em Nova Iorque à reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana dedicada à prevenção e resolução de conflitos no continente.
A reflexão então iniciada levou-nos a compenetrarmo-nos da necessidade de tornarmos mais eficazes os instrumentos de que África dispõe para prevenir conflitos, mediar crises e assegurar a implementação das decisões que colectivamente adoptámos.
Estou convencido de que, hoje, vamos trabalhar todos com muita seriedade e sentido de responsabilidade, para que esta sessão seja um ponto de viragem relativamente aos esforços que temos empreendido para colocarmos em marcha todos os mecanismos existentes visando a prevenção e resolução dos conflitos no nosso continente.
Que os trabalhos desta Sessão conduzam à adopção de medidas concretas, acompanhadas de responsabilidades claramente definidas e de mecanismos eficazes de acompanhamento.
Devemos mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais de que dispomos para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e para pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos que já existem.
A paz não é apenas uma condição para o desenvolvimento económico dos nossos países e a dignidade dos nossos povos. A paz é uma condição para a estabilidade dos nossos Estados e para a realização da Agenda 2063, “A África que Queremos”.
É nossa responsabilidade criar as condições para que as futuras gerações de africanos possam viver num continente livre de guerras e conflitos armados violentos, mais integrado, mais próspero e mais seguro.
Formulo assim votos de que os nossos debates sejam francos, construtivos e orientados para decisões que contribuam efectivamente para a edificação de uma África mais pacífica e estável.
Sejam todos muito bem-vindos a Angola.
Muito obrigado “.



