O jurista e académico Carlos Veiga considerou positiva a intervenção do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, destacando o que considera ser uma intervenção “robusta” e marcada pela experiência acumulada ao longo de dez anos de governação.
Em declarações sobre a participação de Angola na Cimeira, Carlos Veiga afirmou que o Chefe de Estado se apresentou “bem, robustecido e com a experiência de 10 anos de governação”.
Na leitura do académico, um dos pontos de destaque foi a abordagem de João Lourenço sobre os esforços de Angola para a promoção da paz e da estabilidade na região. Veiga considerou igualmente relevante o anúncio de que Angola acolherá, no próximo mês, mais um evento de carácter internacional.
“Durante os últimos anos, o nosso país tem acolhido vários eventos internacionais, inclusive da União Africana, e o mundo está atento”, afirmou.
Sobre os trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, o jurista defendeu que, apesar dos esforços da organização, os principais problemas internacionais continuam sem soluções definitivas. Entre os desafios discutidos nesta edição, destacou a transformação digital e a necessidade de repensar os modelos de governação.
“O que se está a pedir é a digitalização. Os homens pretendem rever como vai ser o mundo. Esta Cimeira está animada”, disse.
Carlos Veiga chamou ainda atenção para as diferenças entre as intervenções dos vários Chefes de Estado, destacando os discursos do Presidente brasileiro, Lula da Silva, sobre questões globais, e do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a Cuba.
Segundo o académico, a posição defendida por Trump em relação ao regime cubano gerou desagrado entre sectores cubanos, juristas e diplomatas presentes na Assembleia Geral.
Para Carlos Veiga, a diversidade de posições demonstra a importância das Nações Unidas enquanto espaço de diálogo entre os Estados.
“A Cimeira é o espaço onde todos os líderes se juntam para tentar equilibrar e resolver determinadas questões globais. Nas Nações Unidas existe democracia”, concluiu.




