Nova Iorque (Do enviado especial) - O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu esta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU, a recente acção militar israelo-americana contra o Irão e instou outros países a manterem a pressão económica sobre Teerão.
Nova Iorque (Do enviado especial) - O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu esta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU, a recente acção militar israelo-americana contra o Irão e instou outros países a manterem a pressão económica sobre Teerão.
Ao discursar no Debate Geral da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump rotulou o Irão de principal patrocinador do terrorismo, argumentando que o seu governo enfrentou uma ameaça que os líderes anteriores do seu país e no estrangeiro não conseguiram abordar.
Sustentou que durante 51 anos “o regime fanático iraniano” espalhou a carnificina e o caos por todo o Médio Oriente e mais além.
O líder americano disse que jamais permitirá que o Irão tenha uma arma nuclear e afirmou que a sua administração ofereceu cooperação económica a este país em troca do fim do seu programa nuclear e do apoio ao terrorismo, mas Teerão rejeitou a proposta.
Frisou que as operações militares subsequentes enfraqueceram severamente as capacidades militares do Irão, citando a destruição de bens navais, defesas aéreas e instalações de produção de mísseis.
Ameaçou que a escolha poderá ser aniquilar o Irão ou “condená-lo ao inferno sem hipótese de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura”.
Noutra parte da sua intervenção, o Presidente americano afirmou que ajudou a pôr fim a oito conflitos desde que regressou ao cargo, citando as disputas entre o Cambodja e a Tailândia, o Kosovo e a Sérvia, a República Democrática do Congo (RDC) e o Rwanda, o Paquistão e a Índia, a Arménia e o Azerbaijão, bem como a guerra em Gaza.
Salientou que os esforços para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia continuam, pois é tempo de parar com as mortes.
Donald Trump também referiu-se a uma série de acontecimentos, tal como o que descreveu como uma operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na detenção do Presidente Nicolás Maduro, afirmando que "os EUA trabalham agora com os líderes venezuelanos, em prol de um futuro melhor para o povo venezuelano”, e anunciou um “importante” acordo petrolífero entre os dois países.
Falou igualmente de negociações em curso com Cuba, dizendo que o seu governo procura uma mudança fundamental na situação neste país.
O seu discurso também centrou-se na inteligência artificial (IA) que, na sua óptica, deveria ser chamada de “superinteligência”, sublinhando que a liderança tecnológica será fundamental para a competição económica e geopolítica nos próximos anos.
Para Trump, quem dominar a “superinteligência” ganha e declarou que os EUA vão incentivar o desenvolvimento da tecnologia, monitorizando os potenciais riscos.
No seu discurso, também criticou o Tribunal Penal Internacional (TPI), que considerou como uma instituição cheia de pessoas más, sem jurisdição sobre os Estados Unidos, apelando às outras nações para se retirarem do mesmo.
As críticas estenderam igualmente ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que acusou de se concentrar excessivamente nos Estados Unidos da América e ignorar os abusos.SR/ART




