Os drones da Força Aérea Nacional (FAN) vão reforçar o patrulhamento e a vigilância das fronteiras do país, anunciou, quinta-feira, em Luanda, o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral.
Lúcio do Amaral, que falava à imprensa no final de uma visita a de constatação do funcionamento da 5.ª Brigada Defesa Aérea da FAN, explicou que o patrulhamento prevê, igualmente, a colaboração com a Marinha nas operações de controlo do espaço marítimo nacional.
“Temos drones, temos outros meios que vão facilitar o patrulhamento aéreo e vigilância das fronteiras, inclusive em colaboração com a Marinha”, afirmou.
O emprego de drones, esclareceu Lúcio Amaral, está enquadrado no processo de modernização das capacidades da FAN, que assume como missão a defesa do espaço aéreo nacional, a salvaguarda da soberania e da integridade territorial.
Além dos equipamentos já disponíveis, referiu que o Ministério da Defesa admite avançar para tecnologias mais recentes, salientando que a utilização da Inteligência Artificial está entre as possibilidades apontadas para os sistemas de controlo e patrulhamento.
Lúcio Amaral considerou, ainda, fundamentais as estruturas da Defesa acompanharem as transformações tecnológicas. “Eu penso que sim. Não podemos ficar atrás. Portanto, isso é uma dinâmica e temos de nos inserir para podermos acompanhar o passo”, defendeu.
Investimento no capital humano
O ministro apontou o investimento no capital humano e nas infra-estruturas como prioridade no processo de modernização da Força aérea nacional.
“As dificuldades são de vária ordem, mas achamos que temos de investir um pouco mais nas infra-estruturas e investir mais no homem, para que possam cumprir melhor com as suas tarefas”, afirmou.
O ministro reconheceu que as necessidades identificadas não terão, entretanto, resposta simultânea, admitindo a necessidade de o Ministério da Defesa reunir com o Comando da Força Aérea Nacional para estabelecer a ordem das intervenções.
“Se pudesse resolver tudo num dia, resolveria. Então, quem vai definir as prioridades seremos nós no encontro que iremos realizar com o próprio comando para podermos definir o que é que temos de fazer em primeiro lugar”, explicou Lúcio Amaral.
A visita à Força Aérea enquadra-se, segundo o governante, num programa do Ministério da Defesa destinado a percorrer as unidades das Forças Armadas Angolanas, conhecer as condições existentes e orientar a superação das deficiências encontradas.
Comandante reafirma prontidão operativa
Na ocasião, o comandante da Força Aérea Nacional, general Virgínio da Cunha Pinto, enquadrou o reforço tecnológico no processo mais amplo de modernização do ramo.
Na mensagem de boas-vindas ao titular da Defesa, o oficial-general afirmou que a FAN continua empenhada na elevação das capacidades operativas, técnicas e humanas necessárias ao cumprimento das missões.
Segundo Virgínio da Cunha Pinto, a instituição trabalha para elevar os níveis de prontidão combativa, aperfeiçoar a formação e capacitação dos efectivos, preservar e modernizar os meios e sistemas de armas e fortalecer a manutenção e o asseguramento técnico.
“Temos plena consciência de que estas nobres missões exigem uma Força Aérea cada vez mais preparada, disciplinada, tecnicamente competente e dotada de meios adequados às exigências do contexto”, afirmou.




