O reforço das parcerias entre os governos, o sector privado e as instituições financeiras, com vista à promoção do comércio, do investimento e da integração económica africana, deve constituir uma das prioridades do continente.
A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Badr Abdel-Aty, feita, ontem, na cerimónia de abertura do Alamein Africa Forum, lançado na nova cidade de Alamein.
Ao discursar na abertura da primeira edição do certame, o chefe da diplomacia egípcia considerou que a integração económica do continente não depende apenas de decisões políticas, mas, sobretudo, da capacidade de transformar essas orientações em investimentos, projectos e oportunidades concretas.
Badr Abdel-Aty afirmou que o fórum, cuja realização foi determinada pela Resolução 973 da União Africana, adoptada em Fevereiro deste ano, em Adis Abeba, constitui uma nova plataforma de diálogo económico, destinada a aproximar os decisores políticos, empresários, investidores e instituições financeiras e de desenvolvimento.
O governante destacou o papel do sector privado como um dos principais motores do crescimento económico e da criação de emprego, além de parceiro indispensável na dinamização do comércio, na construção de cadeias de valor e no aumento da competitividade das economias africanas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto disse que África dispõe de recursos humanos e materiais capazes de sustentar economias produtivas, com oportunidades em áreas como a industrialização, digitalização, Inteligência Artificial, indústria farmacêutica, automóvel, energia e infra-estruturas.
Como exemplo da capacidade de realização do continente, Badr Abdel-Aty apontou a construção da Barragem Julius Nyerere, na Tanzânia, através de uma parceria entre países africanos, considerando-a uma demonstração dos resultados que podem ser alcançados com vontade política e cooperação.




