A Embaixada de Angola em Espanha assinalou, no sábado, 26 de Setembro, o 104.º aniversário natalício de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola e fundador da nação, numa cerimónia realizada em Madrid, que reuniu diplomatas, empresários, estudantes e membros das comunidades angolana e africana residentes em Espanha e Portugal.
A iniciativa enquadrou-se nas comemorações do 17 de Setembro, Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, e foi marcada por uma homenagem ao antigo chefe de Estado, com a deposição de uma coroa de flores em sua memória.
O acto contou com a participação de representantes do corpo diplomático, de organizações religiosas e da comunidade angolana na diáspora, incluindo delegações dos Tocoístas e das Madres Franciscanas residentes em Espanha.
Embaixadora de Angola em Espanha, Balbina Malheiros Dias da Silva
Durante a cerimónia, a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina Malheiros Dias da Silva, destacou o legado político, social e literário de Agostinho Neto, sublinhando a sua contribuição para a independência de Angola e para os movimentos de libertação em África, particularmente na região austral do continente.
A diplomata associou as celebrações deste ano ao lema «Voltemos aos Nossos Campos para o Aumento da Produção Agrícola» e recordou a conhecida afirmação de Neto de que «a agricultura é a base e a indústria o factor decisivo».
Na ocasião, reiterou a importância da revitalização do sector agrícola para o combate à fome e à pobreza e para a diversificação da economia angolana.
Balbina Malheiros Dias da Silva destacou também a presença de um busto de Agostinho Neto na Biblioteca María Zambrano, da Universidade Complutense de Madrid, considerando-a um reconhecimento da sua dimensão histórica e intelectual.
Dirigindo-se aos estudantes angolanos residentes no estrangeiro, a embaixadora apelou à valorização da formação académica e à procura da excelência, defendendo o conhecimento como instrumento para o desenvolvimento do país.
A diplomata agradeceu ainda à comunidade angolana na diáspora pelo contributo para a divulgação da cultura nacional e apelou à participação dos cidadãos no desenvolvimento de Angola.
A cerimónia contou igualmente com o testemunho da antiga combatente e coronel Maria Helena Dinis Carreira, viúva do general Henrique Alberto Quádrios Teles Carreira, conhecido como Iko Carreira.
Na sua intervenção, recordou a dimensão humanista de Agostinho Neto e episódios da luta pela independência nacional, destacando o seu compromisso com a libertação de Angola.
A antiga combatente apelou às novas gerações para que valorizem os sacrifícios dos que participaram na luta pela independência, lembrando aqueles que perderam a vida durante o processo.
O programa incluiu ainda apresentações culturais, com a participação do Grupo Jovens do Hungu, residente em Lisboa, e da escritora angolana Elisângela Rita, além de outras manifestações artísticas dedicadas à identidade e à história de Angola.
A Embaixada informou que a exposição itinerante sobre a vida e obra de Agostinho Neto, patente nas suas instalações em Madrid, permanecerá aberta ao público até 30 de Setembro.
A iniciativa integra as actividades de valorização da memória histórica e cultural angolana promovidas pela representação diplomática em Espanha.




