Luanda – O embaixador de Angola no Rwanda, Alfredo Dombe, apelou, quinta-feira, em Kigali, aos jovens residentes e estudantes naquele país para conhecerem a história nacional, preservarem as suas raízes e se prepararem para participar no desenvolvimento do país.
Luanda – O embaixador de Angola no Rwanda, Alfredo Dombe, apelou, quinta-feira, em Kigali, aos jovens residentes e estudantes naquele país para conhecerem a história nacional, preservarem as suas raízes e se prepararem para participar no desenvolvimento do país.
O diplomata falava durante a cerimónia comemorativa do Dia do Herói Nacional e Fundador da Nação, Agostinho Neto, realizada na Residência Oficial da Embaixada de Angola em Kigali, que reuniu membros do Corpo Diplomático, representantes da comunidade angolana, convidados e amigos de Angola.
Na sua intervenção, Alfredo Dombe considerou que o 17 de Setembro deve constituir não apenas um momento de evocação histórica, mas também uma oportunidade para reflectir sobre a responsabilidade de cada geração na continuidade do projecto de construção nacional.
O embaixador apontou a actualidade do pensamento e do legado de Agostinho Neto, com particular atenção aos desafios contemporâneos do desenvolvimento de Angola e ao papel das novas gerações na construção do futuro do país.
Alfredo Dombe aproveitou igualmente a presença de representantes diplomáticos de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, nomeadamente Brasil e Moçambique, e do Cônsul Honorário de Portugal, para propor a realização conjunta, em Kigali, de iniciativas alusivas ao Dia Mundial da Língua Portuguesa.
A proposta visa contribuir para maior projecção da língua portuguesa no Rwanda e aproximar as respectivas comunidades.
As comemorações foram antecedidas por uma exposição fotográfica sobre Agostinho Neto, que permitiu aos participantes revisitar diferentes momentos da vida e trajectória do primeiro Presidente de Angola.
O programa incluiu ainda uma palestra subordinada ao tema “O Legado Político e Literário de António Agostinho Neto e o seu Impacto no Pan-Africanismo”, proferida pela docente, investigadora e escritora angolana Maria Fátima da Glória Moniz Manuel.
A conferencista abordou Agostinho Neto para além da sua dimensão de estadista e líder da luta de libertação nacional, com enfoque no seu percurso como poeta, intelectual e pensador africano e no seu contributo para as lutas de emancipação dos povos africanos, em particular na Namíbia, Zimbabwe e África do Sul.
A cerimónia procurou conferir ao Dia do Herói Nacional uma dimensão de reflexão sobre o presente e o futuro de Angola, com apelo à preservação da memória histórica e à transmissão às novas gerações dos valores associados à construção da Nação.ART




