El Alamein (Do enviado especial) – O representante permanente de Angola junto da União Africana (UA), Miguel Bembe, exaltou a Declaração adoptada sobre financiamento de projectos da Agenda 2063 da UA, a exemplo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
El Alamein (Do enviado especial) – O representante permanente de Angola junto da União Africana (UA), Miguel Bembe, exaltou a Declaração adoptada sobre financiamento de projectos da Agenda 2063 da UA, a exemplo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
O documento foi adoptado durante a 8ª Cimeira de Coordenação Semestral entre a UA, Comunidades Económicas Regionais (CER) e Mecanismos Regionais (MR), realizada este domingo, na cidade egípcia de El Alamein.
No rescaldo que fez sobre o evento, no qual participou o Presidente da República, João Lourenço, disse que foi alcançado um resultado muito esperado face “ao grande desafio do financiamento dos projectos”.
De acordo com o diplomata, o grande projecto da ZCLCA, um dos 15 emblemáticos da agenda 2063, não alcançou ainda os resultados esperados, porém, essa Declaração adoptada apresenta vias sustentáveis para o mesmo.
Na opinião do embaixador, isso está alinhado com a “contundência da mensagem do Presidente da República, que na sessão sublinhou a necessidade de acção da unidade, mas sobretudo a garantia desses projectos serem prioritariamente financiados pelos Estados-membros da UA.
Outro aspecto assinalável, na óptica de Miguel Bembe, foi a assinatura, pela Comissão da União Africana, CER e MR, de um memorando sobre a operacionalização da Força Africana em Estado de Alerta, devido aos inúmeros conflitos no continente.
Sustentou a persistência de dificuldades quer em termos de financiamentos quer pela falta de uma força capaz de responder no terreno.
Segundo afirmou, a par da necessidade da prevenção sublinhada na Cúpula considerou-se pertinente a implementação dos resultados da Cimeira de Luanda sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção, Gestão e Resolução dos Conflitos no Continente Africano.
“Nesta cimeira foi possível assinar um memorando, que foi aprovado durante a presidência de Angola na União Africana, para garantir que a Força Africana em Estado de Alerta saia do papel e seja operacionalizada no terreno”, salientou.
Miguel Bembe considerou também “ganho fundamental” o aprofundamento da divisão e harmonização das competências da CUA e dos Estados-membros na relação com as CER, por haver determinada sobreposição de tarefas.
Qualificou importante o tema para o desenvolvimento do continente africano, por as CER constituírem “o motor da implementação da Agenda 2063”, visto estarem mais próximas dos países.
Sublinhou a sintonia entre o reiterado apelo do Chefe de Estado angolano ao financiamento e o pedido lançado aos países africanos para concretizarem as suas contribuições, relativamente à percentagem de 0.2 das suas exportações com vista a garantir à UA um orçamento mais sustentável, visando os seus objectivos.
O também embaixador de Angola na Etiópia referiu-se ainda às “intensas audiências diplomáticas” que o Chefe de Estado concedeu nas quais teve a ocasião de mobilizar empresários visto Angola ser um destino de preferência para questões de turismo e de investimento, considerou.
Nos encontros, vários grupos empresariais africano foram encorajados a investir, cada vez mais, no mercado angolano e, naturalmente, explorarem as oportunidades que oferece o Corredor do Lobito e as terras aráveis que o continente possui.
Uma delegação angolana, chefiada pelo Presidente da República, participou, na Cimeira da AUDA-NEPAD e na 8ª Cúpula de Coordenação Semestral da União Africana e das Comunidades Económicas Regionais (CER), no Egipto, respectivamente a 3 e 4 de Outubro.
Também tomou parte do Fórum Alamein África-GO63, como evento paralelo. ADR/ART




