Nova Iorque (Do enviado especial) – O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, afirmou que o discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU teve grande impacto internacional e criou comentários positivos nos corredores da organização.
Nova Iorque (Do enviado especial) – O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, afirmou que o discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU teve grande impacto internacional e criou comentários positivos nos corredores da organização.
Segundo o diplomata, em declarações à imprensa, o facto de o Presidente da República ter discursado no primeiro dia, na primeira fase e no primeiro bloco de oradores foi importante, na medida em que lhe permitiu ser dos primeiros a abordar os grandes temas que hoje preocupam a comunidade internacional.
“Pela primeira vez, o Presidente da República discursou no primeiro dia, na primeira fase e no primeiro bloco de oradores, o que foi importante, na medida em que teve a possibilidade de ser dos primeiros a abordar os grandes temas que hoje preocupam a comunidade internacional”, afirmou.
Ressaltou que, para Angola, foi um momento com algum carácter histórico, porque o Presidente transmitiu a posição do país sobre os grandes temas, associando a sua voz à de outros grandes líderes, o que, em certa medida, moldou aquilo que será o Debate Geral desta sessão das Nações Unidas.
“Portanto, como disse, bem logo num bloco em que incluiu Brasil, Estados Unidos, França, além de outros Estados-membros de grande influência”, afirmou.
Acrescentou que o país está de parabéns pelo facto de ter conseguido que o Presidente da República fosse o primeiro Chefe de Estado africano e o 13.º interveniente de um conjunto de 193 Estados-membros, logo num bloco que incluiu o Brasil, os Estados Unidos da América, França e outros países de grande influência.
Para o embaixador, isso representa um momento de reconhecimento da importância de Angola e da sua influência a nível do sistema internacional.
Disse que o estadista angolano transmitiu as grandes preocupações do continente africano, nomeadamente a questão da reforma do Conselho de Segurança, da dívida, que tem sido um peso e um “handicap” para o processo de desenvolvimento dos países africanos e do Sul Global, bem como os desafios que se colocam em relação ao respeito pela Carta das Nações Unidas e pelo Direito Internacional.
O Presidente, frisou, manifestou solidariedade com Cuba, que sofre um embargo, e preocupação com os conflitos na Ucrânia e em África, preocupações comuns a outros líderes africanos que precisam de transmitir as suas posições a nível das Nações Unidas.
Segundo Francisco da Cruz, a intervenção criou impacto e teve ecos nos corredores da ONU, com comentários positivos.
“A mensagem do Presidente teve um grande impacto porque em certa imprensa surgiram até análises sobre as posições defendidas no ano passado, enquanto Presidente da União Africana, e este ano na sua capacidade nacional”, sublinhou.
O embaixador lembrou que o Presidente manifestou uma preocupação profunda em relação aos desafios que se vivem em relação ao Direito Internacional e à Carta das Nações Unidas e criticou algumas medidas unilaterais que certos países têm tomado, nomeadamente os embargos e o impacto que vão tendo na vida das populações.
Por fim, Francisco da Cruz saudou “a cobertura muito profissional e dinâmica que a imprensa nacional está a fazer sobre a participação da delegação angolana nas sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas” e apelou à “continuidade desse espírito de trabalho e de equipa”.SR/ART




