Especialista defende maior “regulamentação e autonomia efectiva na CNE

O politólogo João Mateus entende que existe um tratamento diferenciado nos órgãos de comunicação social, sobre as questões envolvendo partidos políticos, fruto da pouca regulamentação e autonomia da CNE.
Numa análise comparativa, João Mateus disse que o espaço de antena chega a ser mais alargado para certos partidos em detrimento de outros, o que na sua visão pode ser chamado de favoritismo.
Para o especialista, o facto é mais observável em épocas de campanhas eleitorais, onde o partido que sustenta o governo, seguido da UNITA, acabam por ter maior visibilidade.
O especialista sustenta que a “imparcialidade” que se observa nos órgãos de comunicação e nos mais diversos fóruns é consequência da “falta de regulamentação e autonomia efectiva na CNE”, uma realidade, que segundo o mesmo, precisa de ser alterada.
O analista político, Eurico Gonçalves disse que o direito a um tratamento igualitário da imprensa pública tem respaldo legal, entretanto cabe as diferentes formações políticas a apresentação de “conteúdos que possam garantir a consecução desses direitos”.
Note que o secretário-geral do PRA-JA Servir Angola, defendeu esta terça-feira, na província do Cuanza Sul, que o sistema eleitoral angolano necessita de reformas urgentes e profundas para por fim as desigualdades no tratamento entre partidos políticos.
Américo Chivukuvuku alertou, durante um encontro com a população local, para a adequação das eleições, defendendo que o assunto não pode ser avaliado somente no dia da votação, mas em todo o percurso que antecede o escrutínio.
O político apontou também para um possível favoritismo da média em relação ao partido que sustenta o poder, cujas actividades, disse, “passam diariamente na televisão e rádio públicas, enquanto os outros partidos aparecem uma vez ou outra”.


