Luanda – O Estado angolano investiu 290,8 mil milhões de kwanzas na construção do Palácio de Convenções de Luanda, infra-estrutura inaugurada esta segunda-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, anunciou o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.
Luanda – O Estado angolano investiu 290,8 mil milhões de kwanzas na construção do Palácio de Convenções de Luanda, infra-estrutura inaugurada esta segunda-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, anunciou o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.
Ao intervir na cerimónia de inauguração, o governante explicou que o investimento público constitui a “âncora” para o desenvolvimento da área, enquanto o investimento privado associado ao Projecto deverá contribuir para a criação de um ecossistema de serviços económicos e financeiros em torno do novo equipamento.
Carlos Alberto dos Santos assinalou que o Palácio de Convenções está implantado num espaço público, ao passo que a área envolvente pertence ao domínio privado e continuará a ser desenvolvida pelo promotor do Projecto Lundy, com infra-estruturas marítimas, hoteleiras, habitacionais, desportivas e culturais.
Segundo o ministro, a construção da infra-estrutura foi marcada por quatro grandes desafios, entre os quais a harmonização entre o investimento público e privado, a complexidade técnica da empreitada, a aposta na capacidade nacional e a necessidade de concluir a obra num período reduzido.
O governante referiu que, até Outubro de 2023, a área onde está implantado o Palácio era ocupada pelo mar, tendo sido necessária uma operação de reclamação de aproximadamente 943 mil metros cúbicos de terras.
A obra exigiu igualmente a execução de 1.400 estacas, com uma profundidade média de 20 metros, para garantir a estabilidade e segurança da infra-estrutura.
Com uma área total de construção de cerca de 80 mil metros quadrados, o Palácio de Convenções de Luanda foi concebido para responder a diferentes necessidades e acolher eventos nacionais e internacionais, afirmou Carlos Alberto dos Santos.
O ministro destacou ainda a participação de empresas e profissionais nacionais nas várias fases da empreitada, salientando que a construção gerou mais de três (3) mil postos de trabalho directos.
“É uma homenagem à competência nacional expressa pelos milhares de jovens angolanos que participaram na construção desta obra”, afirmou, acrescentando que o reconhecimento se estende aos arquitectos, engenheiros, técnicos e gestores envolvidos no projecto.
Carlos Alberto dos Santos atribuiu também importância ao acompanhamento feito pelo Presidente João Lourenço durante a execução da obra, através de várias visitas ao empreendimento, que, segundo disse, permitiram identificar dificuldades e encontrar soluções para a sua superação.
Para o ministro, o Palácio de Convenções de Luanda representa uma visão de futuro, por permitir ao país dispor de um espaço destinado à realização de grandes congressos, cimeiras, encontros empresariais, actividades culturais e outros eventos, contribuindo para o desenvolvimento do turismo de negócios e de eventos.
O governante sublinhou que a construção do equipamento envolveu vários sectores do Executivo, destacando os ministérios das Obras Públicas, Energia e Águas, Finanças, Transportes, Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Ambiente e Turismo, bem como o Governo Provincial de Luanda.
Destacou igualmente a participação das empresas envolvidas na construção da infra-estrutura e na execução das obras de acesso, incluindo a ponte sobre a área de ligação, a Nova Marginal de Luanda e a estrada de acesso à Ilha de Luanda.
Carlos Alberto dos Santos afirmou que, com a inauguração, começa uma nova etapa, que consiste em transformar o Palácio de Convenções de Luanda num verdadeiro instrumento de desenvolvimento.
“Hoje inauguramos esta obra, mas hoje também começa o verdadeiro desafio: fazer desta obra um verdadeiro instrumento de desenvolvimento”, declarou.
O ministro manifestou, por outro lado, o desejo de que o Palácio se torne uma referência no continente africano, comparável a grandes centros de convenções existentes em países como Rwanda, Quénia e África do Sul.
“É nosso desejo que o Palácio de Convenções de Luanda seja uma verdadeira referência em África e uma janela através da qual o mundo possa ver uma Angola moderna, dinâmica, acolhedora e determinada a construir o seu próprio futuro”, concluiu.
A cerimónia de inauguração foi orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, e marcou a entrada em funcionamento de uma das principais infra-estruturas nacionais destinadas à realização de grandes eventos políticos, diplomáticos, empresariais, culturais e internacionais.
Entre as principais valências do empreendimento com três pisos, destaca-se um teatro polivalente com capacidade para cerca de três mil pessoas, uma sala de conferências para 375 participantes, salas multifuncionais e de reuniões, áreas de restauração e café, espaços para eventos e um Pavilhão Protocolar destinado à realização de actos oficiais.
O complexo dispõe igualmente de uma área de estacionamento com capacidade para cerca de 700 viaturas e beneficia de acessos rodoviários, incluindo uma ponte de ligação à Nova Marginal de Luanda e uma outra via pela zona da Ilha de Luanda.
O Palácio de Convenções enquadra-se na estratégia do Executivo de reforço da capacidade de Angola para acolher cimeiras, conferências, congressos, reuniões empresariais, encontros diplomáticos, eventos culturais e científicos, contribuindo igualmente para a promoção do turismo de eventos no país. AFL/ FMA/SC




