EUA reduzem postos de emissão de vistos em África, Luanda mantém-se

Os cidadãos de vários países africanos poderão ser obrigados, em breve, a deslocar-se a outras nações para realizar entrevistas de obtenção de vistos para os Estados Unidos, na sequência de uma reestruturação consular planeada pelo governo norte-americano.
De acordo com a Associated Press (AP), Washington prevê reduzir o número de locais de processamento de vistos no continente africano, passando dos actuais cerca de 50 postos para apenas 20 centros regionais, distribuídos por 19 países.
Apesar da redução, Luanda (Angola) está entre as cidades que manterão o processamento completo de vistos, funcionando como um dos hubs regionais. A lista divulgada inclui ainda Abidjan (Costa do Marfim), Accra (Gana), Addis Ababa (Etiópia), Dakar (Senegal), Lagos (Nigéria), Nairobi (Quênia) e Yaoundé (Camarões), entre outras.
Segundo um memorando interno do Departamento de Estado dos Estados Unidos, citado pela AP, os países que deixarem de ter serviços consulares completos obrigarão os seus cidadãos a viajar para outros Estados apenas para cumprir entrevistas presenciais e recolha de dados biométricos.
Com esta alteração, os requerentes poderão enfrentar custos adicionais significativos, incluindo despesas com viagens internacionais, alojamento e logística, para além do valor do próprio visto.
A medida afecta directamente estudantes, empresários e viajantes com orçamentos limitados. Analistas alertam que a consolidação dos serviços poderá resultar em tempos de espera mais longos e num aumento considerável dos encargos financeiros para milhões de africanos que pretendem estudar, trabalhar ou realizar negócios nos Estados Unidos.


