As estradas continuam a assumir uma importância estratégica no funcionamento da economia nacional, por garantirem a ligação entre as zonas de produção e os principais mercados de consumo, afirmou, em Luanda, o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu.
O governante que falava quarta-feira na 23.ª edição do “Café CIPRA”, subordinada ao tema “A construção de estradas como alavanca à produção nacional”, considerou as estradas o “esqueleto” da economia, por assegurar a ligação entre os centros de produção e os principais mercados de consumo.
O ministro dos Transportes reconheceu que a concretização destes objectivos exige a superação de vários desafios, entre os quais a aceleração dos projectos, a coordenação entre os diferentes departamentos ministeriais e uma maior participação do sector privado.
Para Ricardo d’Abreu, o desenvolvimento das infra-estruturas deve ser acompanhado por uma organização mais eficiente da produção nacional.
O governante defendeu, igualmente, que os investimentos em curso não se devem limitar à execução dos projectos previstos, mas precisam de ganhar escala para responder às necessidades futuras do país.
“Os investimentos que estão em curso não só precisam de ser efectivamente implementados, como, em função do desafio que temos pela frente, precisam de ganhar maior escala”, disse.
O ministro dos Transportes destacou, igualmente, a evolução demográfica do país como outro factor que obriga o Executivo a antecipar as necessidades futuras em matéria de infra-estruturas e capacidade produtiva.
Ricardo d’Abreu alertou para a necessidade de evitar que o crescimento da população provoque uma pressão excessiva sobre as infra-estruturas e sobre a capacidade de resposta da economia.
O governante explicou que o objectivo é garantir que as infra-estruturas estejam disponíveis em quantidade e qualidade suficientes para apoiar uma economia competitiva e eficiente, assegurando preços justos para os consumidores.
Sistema de frio
O ministro dos Transportes afirmou que o modelo de sistema de frio destinado à conservação de produção da Caála (Huambo) deverá ser replicado no Namibe e noutras plataformas logísticas, sobretudo na região Norte, de forma a criar uma rede mais abrangente de apoio à produção nacional.




