O secretário de Estado para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Artur Valente de Oliveira, apelou, ontem, em Luanda, aos líderes de empresas estratégicas do país a antecipar riscos para salvaguardar a segurança nacional.
Ao discursar na cerimónia do encerramento do I Curso de Alta Direcção Estratégica de Estado para Presidentes dos Conselhos de Administração e Dirigentes das Instituições Estratégicas, Artur Valente de Oliveira afirmou que a segurança e a defesa do Estado começam na estabilidade das empresas estratégicas.
“A segurança e a defesa do Estado começam na estabilidade das nossas empresas e instituições estratégicas, na resiliência das infra-estruturas críticas e na qualidade das decisões tomadas por cada dirigente”, afirmou.
Falando no evento subordinado ao tema “Liderança estratégica, governação e segurança nacional na gestão das empresas e instituições estratégicas do Estado”, promovida pelo Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatente e Veteranos da Pátria, o governante defendeu a necessidade da antecipação dos riscos por parte dos líderes das instituições estratégicas.
“Aos que lideram sectores decisivos do Estado cabe uma missão estratégica: exercer uma liderança capaz de antecipar riscos e de conciliar a eficiência económica com a salvaguarda da soberania nacional”, defendeu.
Para o secretário de Estado para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, é necessário compreender que cada porto, cada central eléctrica, cada rede de dados, cada rede de transportes e cada cadeia de abastecimento constitui, também, uma linha de defesa dos interesses estratégicos do Estado.
O governante sublinhou que o país precisa de dirigentes com decisões que promovam desenvolvimento sustentável. “Precisamos de dirigentes que, nas suas decisões do dia-a-dia, coloquem sempre em primeiro lugar o interesse superior do país, a sua estabilidade e o seu desenvolvimento sustentável”, disse.
Liderança estratégica
O director do Instituto de Defesa Nacional, Hélder Cafala, revelou que a realização desta primeira edição demonstra a pertinência e a actualidade da formação de dirigentes superiores, numa perspectiva de liderança estratégica do Estado.
Essa particularidade, segundo o responsável, é, ainda, mais pertinente num contexto marcado por riscos híbridos, dependências tecnológicas, vulnerabilidades das infra-estruturas críticas e crescente interdependência dos sectores estratégicos.
O presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, que falava em representação dos auditores, afirmou que o ciclo de formação trará novas visões de liderança das empresas estratégicas do Estado.
“Saímos dela com uma compreensão ainda mais clara de que dirigir uma organização estratégica do Estado ultrapassa a gestão dos seus recursos, resultados e interesses imediatos”, frisou.




