“Falta de emprego ameaça transformar juventude em desafio social”, alerta Adão de Almeida

O alerta foi feito esta terça-feira, 11, em Luanda, durante a abertura do Workshop sobre a Juventude e o Primeiro Emprego, realizado no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Juventude, que se assinala a 12 de Agosto.
Adão de Almeida defendeu que a criação de oportunidades de emprego para os jovens deve estar entre as prioridades das políticas públicas, tendo em conta o peso da população jovem no país e em todo o continente africano.
Segundo o responsável, até 2050 África deverá concentrar a maior força de trabalho jovem do mundo. Esta realidade, disse, representa uma grande oportunidade para o desenvolvimento, mas também um desafio para os governos, empresas, universidades e para a sociedade.
Para Adão de Almeida, o primeiro emprego tem um papel importante na vida dos jovens, por marcar o início da independência financeira e da construção da sua vida profissional.
O Presidente da Assembleia Nacional considera que a entrada dos jovens no mercado de trabalho pode também contribuir para reduzir as desigualdades sociais, combater a criminalidade e diminuir as migrações forçadas.
“Investir em políticas públicas que promovam e dignifiquem o primeiro emprego significa, pois, investir na paz social”, afirmou.
Adão de Almeida destacou ainda que a juventude constitui uma força importante para o futuro de Angola, mas alertou que o seu potencial só poderá transformar-se numa vantagem para o país se existirem condições para a sua integração económica e social.
O dirigente lembrou que a União Africana reconhece a importância da juventude na transformação do continente e apontou a criação de emprego, a industrialização, a inovação, a economia do conhecimento e o empreendedorismo como áreas fundamentais para aproveitar o potencial da população jovem.
Angola, acrescentou, é um dos países mais jovens do continente africano, realidade que coloca responsabilidades acrescidas ao Estado e à sociedade.
Para Adão de Almeida, a juventude representa, por um lado, o maior activo estratégico de Angola e, por outro, o maior desafio político, económico e social do país.


