Funcionamento da Refinaria de Cabinda se traduz no cumprimento de promessa política, afirmam analistas

O especialista em ciência política Eurico Gonçalves, disse que a entrada em funcionamento da refinaria, se traduz no cumprimento de uma promessa política, com vista a arrecadação de receitas mais robustas no sector de petróleos.
“Do ponto de vista político representa o cumprimento de uma promessa que foi feita à margem do discurso sobre o Estado da Nação de 2023, no qual tive o privilégio de analisar na época” sinalizou.
As declarações do especialista foram feitas nesta segunda-feira, 01, aquando de um programa especial da Rádio Correio da Kianda, depois da inauguração da Refinaria feita pelo Presidente da República, João Lourenço, que prevê numa primeira fase, uma produção de pelo menos 30 mil barris por dia.
Na ocasião, o economista José Lumbo afirmou que a entrada em funcionamento da refinaria, vai permitir a diminuição da pressão sobre a balança de pagamento com menos importação e proporcionar uma estabilidade de câmbio.
José Lumbo afirma por outro lado que “a longo prazo o país pode assinalar resultados positivos e animação em variáveis macroeconómicas, por conta das políticas do Executivo virada para o fomento da produção interna”.
Já o especialista em Gestão e Administração Pública Denílson Duro disse que este passo pode ser entendido como um passo para o alcance da auto-suficiência energética, e alerta que remete alguns desafios internos na Sonangol, que se debate nos últimos tempos com problemas de logísticos causados por vazamentos como contrabando de combustível.
Num investimento global superior a 473 milhões de dólares, dos quais 335 milhões resultaram de financiamento internacional, a unidade vai processar gasóleo, combustível de aviação, fuelóleo pesado e nafta.


