O planeamento não deve ser encarado como um mero exercício burocrático ou estatístico, mas como uma componente crucial que sustenta a previsibilidade, a prontidão operacional e a eficácia de qualquer exército moderno, afirmou o comandante da Região Militar Centro (RMC), Simão Carlitos “Wala”.
Ao discursar, sexta-feira, na cerimónia de encerramento do IV Seminário Metodológico dos Órgãos de Planeamento e Organização do Exército, o tenente-general reconheceu que os organismos afins do Exército desempenham um papel de capital importância na coordenação e no funcionamento das diferentes unidades e estabelecimentos do ramo.
Acrescentou que os órgãos de planeamento garantem a articulação entre as directrizes do Comando Superior e a execução prática no terreno.
“Durante as sessões de trabalho, fomos capazes de olhar para a nossa realidade institucional e identificámos as nossas forças, mas também debatemos, sem reservas, as nossas insuficiências. Este diagnóstico sincero é o único caminho válido para o aperfeiçoamento institucional e para a consolidação da nossa capacidade de resposta operacional perante os desafios contemporâneos”, afirmou.
Reestruturação e modernização
Simão Carlitos Wala salientou que a reestruturação exige coragem, adaptabilidade e uma revisão profunda dos métodos de trabalho, incluindo o ajustamento das tabelas de organização e equipamento à actual realidade geopolítica e económica.
Defendeu, igualmente, a necessidade de desburocratizar processos, melhorar o fluxo de informação militar e optimizar a cadeia de comando e controlo.
Quanto ao reequipamento, o general “Wala” reconheceu a necessidade de modernização tecnológica e material do Exército, sublinhando que esse processo só será eficaz se assentar numa estrutura sólida, organizada e disciplinada.
Realçou que os sistemas de armas modernos e as tecnologias de defesa exigem operadores qualificados e órgãos de planeamento capazes de assegurar a gestão adequada do ciclo de vida dos equipamentos.
O comandante da RMC argumentou ainda que, no contexto das Forças Armadas Angolanas, a vitória se traduz na preservação da paz, na garantia da integridade territorial, na estabilidade das instituições democráticas e na defesa da Pátria. O comandante da Região Militar Centro (RMC) apelou aos oficiais e efectivos do Exército a manter o foco na disciplina e na lealdade institucional.
A cerimónia, que decorreu sob o lema “Planeamento e Organização, reestruturar hoje, reequipar amanhã, vencer sempre”, contou com a participação de oficiais provenientes de várias províncias do país.




