Benguela — O reassentamento das famílias afectadas pelas cheias de 12 de Abril, na província de Benguela, e as medidas de prevenção para a época chuvosa 2026-2027 dominaram, esta quinta-feira, a segunda reunião ordinária da Comissão Nacional de Protecção Civil.
Benguela — O reassentamento das famílias afectadas pelas cheias de 12 de Abril, na província de Benguela, e as medidas de prevenção para a época chuvosa 2026-2027 dominaram, esta quinta-feira, a segunda reunião ordinária da Comissão Nacional de Protecção Civil.
Na abertura, o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos "Liberdade", referiu como prioridade da reunião a avaliação do grau de execução das medidas de reassentamento e recuperação das famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco.
Segundo João Ernesto dos Santos “Liberdade”, a Comissão Nacional de Protecção Civil realizou, a 09 de Julho, uma visita de trabalho à província de Benguela para avaliar a situação das famílias afectadas pelas cheias e o grau de implementação das medidas de resposta e recuperação.
“Esta avaliação permitiu-nos obter uma compreensão mais precisa da situação e definir ações prioritárias”, afirmou.
Na sequência das constatações feitas no terreno, acrescentou, foi solicitada ao Presidente da República autorização para que a Comissão Nacional de Protecção Civil acompanhasse e dinamizasse a execução das acções definidas para fazer face à situaçâo.
Segundo o governante, a reunião pretende, por isso, avaliar os progressos alcançados no processo de reassentamento e recuperação das populações afectadas, identificar os constrangimentos ainda existentes e definir medidas adicionais.
O ministro de Estado destacou igualmente a necessidade de se reforçar as medidas de prevenção, preparação e redução de riscos, tendo em vista a época chuvosa 2026-2027.
“Importa, por isso, que deste exercício resulte uma apreciação objectiva dos progressos alcançados, dos constrangimentos ainda existentes e, sobretudo, das medidas que devem ser tomadas para reduzir a vulnerabilidade das populações às calamidades e assegurar uma resposta mais eficaz”, afirmou.
João Ernesto dos Santos “Liberdade”, igualmente coordenador da Comissão Nacional de Protecção Civil, defendeu uma actuação baseada na “coordenação, prontidão, responsabilidade institucional e sentido de missão”.
Desta forma, disse, vai-se garantir que as decisões tomadas pelas autoridades tenham tradução em resultados concretos no terreno.
O ministro de Estado recordou que a Comissão Nacional de Protecção Civil realizou, em 29 de Junho, em Luanda, a sua primeira reunião sob a sua coordenação, tendo procedido ao balanço da época chuvosa finda.
Na ocasião, foram igualmente analisados e aprovados o Plano Estratégico de Prevenção e Redução de Riscos e Desastres e o Plano Nacional de Preparação, Contingência e Resposta às Calamidades e Desastres, ambos referentes ao período 2026-2027.
Após a reunião, os membros da Comissão Nacional de Protecção Civil realizaram visitas de avaliação ao terreno, com particular atenção às zonas afectadas pelas cheias e às medidas de reassentamento das populações.
Entre outros pontos, foram constatados nomeadamente a situação actual das obras tanto das residências para as populações afectadas, quanto dos diques de contenção do Rio Cavaco, bem como o centro de acolhimento das famílias sinistradas.
A segunda reunião ordinária da Comissão Nacional de Protecção Civil contou com a participação da ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmem do Sacramento Neto, e de vários secretários de Estado em representação dos respectivos titulares de departamentos ministeriais. JH/CRB




