O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, defendeu o reforço das acções de manutenção e conservação da rede rodoviária nacional, considerando esta uma das principais prioridades do Executivo para preservar as estradas existentes no país.
O governante explicou que o actual património rodoviário resulta de um longo processo de recuperação das infra-estruturas destruídas durante o período de conflito armado.
Ao intervir quarta-feira durante a 23.ª edição do CaféCIPRA, Carlos Alberto dos Santos sublinhou que a recuperação começou a ganhar maior dinâmica a partir de 2003 e 2004, com o lançamento de programas como o de Reabilitação das Infra-estruturas Rodoviárias (PRIV), destinado a repor as infra-estruturas existentes antes do conflito.
Neste âmbito referiu que Angola dispõe de 79.300 quilómetros de estradas, dos quais aproximadamente 27.600 correspondem à rede viária principal ou nacional, responsável pela ligação entre as capitais das províncias e pelas conexões com os países vizinhos.
Deste universo, acrescentou, cerca de 12.100 quilómetros asseguram ligações às capitais provinciais. Já a restante rede, anteriormente designada secundária e terciária e actualmente integrada na rede municipal, representa aproximadamente 51 mil quilómetros, dos quais cerca de 15.100 quilómetros estão asfaltados.
Angola adopta normas da SADC
No domínio técnico, o ministro informou que Angola está a adaptar progressivamente as normas de construção rodoviária aos padrões utilizados na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).




