Luanda – A imprensa internacional destacou o discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, com enfoque na crítica à actual ordem internacional.
Luanda – A imprensa internacional destacou o discurso do Presidente da República, João Lourenço, na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, com enfoque na crítica à actual ordem internacional.
Em Portugal, o jornal Observador deu destaque à expressão “anarquia mundial”, usada pelo Chefe de Estado angolano para caracterizar o actual cenário internacional, marcado, segundo João Lourenço, pela prevalência da força sobre a razão e o Direito Internacional.
A publicação realçou também o alerta feito pelo Chefe de Estado angolano para o risco de uma “conflagração global”.
A agência portuguesa Lusa apontou, por seu lado, a tese da defesa de uma nova governação das Nações Unidas, com o objectivo de recuperar a confiança no sistema multilateral e reforçar a capacidade da organização na promoção da paz.
Já a Deutsche Welle (Voz da Alamanha) em português retomou igualmente a expressão “anarquia mundial” e deu relevo à proposta feita por João Lourenço de uma “nova ordem mundial mais democrática e justa”.
A publicação germânica salientou igualmente a defesa de uma maior representação de África, América Latina e Ásia no Conselho de Segurança da ONU.
Por seu turno, a Agência Pan-africana de Notícias (Panapress) publicou duas matérias directamente relacionadas com a intervenção do Presidente angolano.
Numa delas destacou a posição de João Lourenço segundo a qual Angola contribui para a construção da paz em África e no mundo, enquanto outra deu relevo à denúncia da subalternização e da violação das regras que regem as relações internacionais.
A agência britânica Reuters registou a intervenção de João Lourenço na tribuna da Assembleia Geral através de uma série de fotografias editoriais produzidas, em Nova Iorque, com o Presidente angolano no momento do discurso.
Enquanto isso, a Radio França Internacional (RFI) também realçou o facto de João Lourenço pedir reforma profunda do Conselho de Segurança da ONU, com maior representação de África, da Ásia e da América Latina, como forma de reforçar a confiança internacional e promover a paz.
A ONU News, órgão das Nações Unidas, centrou a cobertura no papel de Angola na promoção da paz e segurança em África, com destaque para a defesa de soluções africanas para os problemas do continente.
João Lourenço considerou que o reforço da capacidade africana para resolver os seus próprios conflitos constitui também um investimento na paz e segurança internacionais.
A Plataforma Media, de Macau, abordou o discurso a partir da defesa de um multilateralismo mais inclusivo, com destaque para o apelo do Presidente angolano para uma maior atenção à voz de África nas decisões internacionais sobre o futuro da ordem mundial.
A partir de Havana, a agência de notícias Prensa Latina subllinhou a afirmação do Presidente angolano de que “Cuba não é um Estado terrorista, não produz nem possui armas nucleares, tampouco dispõe de armas químicas ou bacteriológicas que pudessem, de facto, representar uma ameaça iminente ou real à segurança nacional de outros países, inclusive os vizinhos”.
A Prensa Latina deu ainda relevo ao reconhecimento feito por João Lourenço ao contributo de Cuba na luta contra o regime do apartheid na África do Sul.
“Pelo contrário, Cuba contribuiu para a queda do regime racista e segregacionista do apartheid na África do Sul, um regime condenado de forma unânime pela comunidade internacional e, posteriormente, tornou-se um dos signatários dos Acordos Quadripartitos de Nova Iorque, de 22 de Dezembro de 1988”, recordou o Presidente angolano.
A Televisão Cubana, no Telejornal, também deu destaque à intervenção de João Lourenço, com particular referência à classificação do bloqueio como “desumano e injusto”.
O principal noticiário da televisão cubana referiu que o estadista angolano considerou o embargo a Cuba uma violação dos princípios e normas do Direito Internacional e renovou o apelo para o fim do bloqueio contra a ilha.ART




