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"O MPLA é grande porque tem militantes fortes. E militantes fortes tendem a ser disciplinados. Não podemos, em nome da democracia interna, esquecer a nossa história, cultura política e mística", referiu no lançamento do "ciclo de conferências para o fortalecimento ideológico", no âmbito da preparação do 9º congresso ordinário do MPLA, que decorre no Futungo II.
Mara Quiosa reforçou a importância da formação política e ideológica dos militantes, considerando-a fundamental para o fortalecimento e a coesão do partido.
"Os militantes devem respeitar os estatutos e os regulamentos do partido, bem como cerrar fileiras em torno da bandeira do MPLA e da liderança de João Lourenço", apelou, frisando que um militante sem formação é como um soldado sem arma", por ficar vulnerável e susceptível à derrota.
Elogiou os militantes que compreendem, de forma clara e inequívoca, que os interesses do MPLA devem estar sempre acima dos anseios individuais.
Apelou aos militantes para que cumpram as orientações partidárias, mesmo quando a estratégia da agremiação não corresponda aos interesses pessoais.
"O ciclo de conferências constitui um instrumento orientador importante para a implementação das actividades de formação política. Por isso, entendemos que este plano deve ser replicado pelas nossas estruturas intermédias, com as devidas adaptações às respectivas realidades, necessidades e especificidades locais, mesmo que, para tal, alguns dos oradores deste ciclo de conferências se desloquem às demais províncias", argumentou.
O 9º congresso ordinário do MPLA realiza-se nos dias 9 e 10 de Dezembro de 2026 na cidade de Luanda. O evento decorre sob o lema "MPLA 70 anos - Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro" e contará com a participação de 3.000 delegados vindos de todo o país e da diáspora.
Refira-se que para a candidatura ao cargo de presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos 5.000 militantes distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.
Os restantes níveis exigem entre mil e 2.500 subscritores estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.



