João Lourenço manifesta solidariedade à Venezuela após forte terramoto

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou a sua profunda solidariedade ao povo venezuelano na sequência do devastador terramoto que assolou várias regiões daquele país sul-americano. O sismo, que ocorreu recentemente, resultou em dezenas de vítimas mortais, centenas de feridos e avultados danos materiais em diversas localidades.
Numa missiva oficial dirigida à Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tornada pública pelos Serviços de Imprensa da Presidência da República, o Chefe de Estado expressou o seu profundo pesar pela tragédia que abalou a nação sul-americano durante a madrugada. João Lourenço transmitiu uma mensagem de conforto e apoio institucional em nome de todos os angolanos.
Na sua mensagem, João Lourenço fez questão de sublinhar a forte ligação histórica e de amizade entre os dois povos. “Quero expressar a Vossa Excelência, e por seu intermédio a todo o povo venezuelano, a indefectível solidariedade dos angolanos que partilham convosco a dor e o sofrimento resultante desta trágica ocorrência”, declarou o Chefe de Estado na carta enviada à homóloga venezuelana.
João Lourenço manifestou igualmente a sua total confiança na capacidade de resposta das autoridades locais para mitigar os impactos deste desastre natural. João Lourenço salientou que, com o esforço conjunto do governo venezuelano e o apoio indispensável da comunidade internacional, será possível prestar o auxílio necessário às populações afectadas e reconstruir as zonas destruídas.
Os abalos sísmicos, que registaram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, tiveram o seu epicentro localizado a oeste da localidade de Morón, na costa caribenha da Venezuela, a aproximadamente 168 quilómetros de distância da capital, Caracas. De acordo com os dados técnicos partilhados pelas autoridades, o terramoto ocorreu a uma profundidade de 22 quilómetros, o que contribuiu para a propagação dos danos estruturais.
Até ao momento, o balanço provisório aponta para um cenário dramático. Segundo as declarações do presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, o número de vítimas mortais confirmadas subiu para 188. As equipas de salvamento continuam a trabalhar contra o tempo nas áreas mais fustigadas, estimando-se que existam pelo menos 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda presas sob os escombros dos edifícios que desabaram.
A tragédia que afecta a Venezuela mobilizou de imediato a atenção de vários líderes mundiais, sendo a reacção de Angola um reflexo da diplomacia solidária que caracteriza a política externa do país. O apoio internacional surge como um elemento crucial para reforçar as operações de busca e salvamento, bem como para garantir assistência médica de emergência e canais de ajuda humanitária para as milhares de famílias desalojadas.
Este trágico acontecimento reforça a necessidade de união entre as nações face às catástrofes naturais que assolam o planeta de forma imprevisível. O Correio da Kianda continuará a acompanhar a evolução da situação e os esforços de recuperação na Venezuela. Partilhe a sua opinião sobre este tema nos comentários e acompanhe as nossas redes sociais para mais actualizações sobre a actualidade internacional.


