João Lourenço quer mais investimento sérvio na agricultura, turismo e ensino superior em Angola

O Presidente da República, João Lourenço, incentivou esta terça-feira, 9, os empresários angolanos e sérvios a reforçarem os investimentos entre os dois países, defendendo a criação de um ambiente de confiança que permita ao sector privado aproveitar as oportunidades existentes em ambas as economias.
As declarações foram feitas em Belgrado, à margem da assinatura de vários acordos de cooperação entre Angola e a Sérvia, no âmbito da visita oficial que o Chefe de Estado angolano efectua àquele país europeu.
João Lourenço afirmou que os instrumentos jurídicos assinados pelos dois governos deverão contribuir para aumentar a confiança dos investidores e facilitar a circulação de capitais entre os dois países.
“O que pretendemos é que os investidores ganhem maior confiança para investir os seus recursos, tanto em Angola como aqui na Sérvia”, declarou.
O Presidente angolano defendeu igualmente que os empresários devem ter liberdade para aplicar os seus recursos onde os estudos de viabilidade económica apontarem melhores oportunidades de negócio.
Apesar disso, identificou sectores considerados estratégicos para Angola e onde gostaria de ver um maior envolvimento do investimento privado sérvio, com destaque para o ensino superior, agricultura, tecnologias de informação e comunicação e turismo.
Segundo João Lourenço, Angola dispõe de um enorme potencial turístico ainda por explorar, capaz de atrair investidores estrangeiros e contribuir para a diversificação da economia nacional.
O Chefe de Estado destacou também as potencialidades agrícolas do país, considerando que Angola reúne condições para se tornar uma potência agrícola no continente africano.
“Podemos ser uma potência agrícola em África, não apenas para satisfazer as necessidades do mercado interno, mas também para contribuir para a segurança alimentar”, afirmou.
A visita de João Lourenço à Sérvia visa reforçar as relações político-diplomáticas e económicas entre os dois países, abrindo novas oportunidades de cooperação em sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento.


