O Presidente da República, João Lourenço, iniciou esta segunda-feira, 21, em Nova Iorque, uma intensa agenda de trabalho à margem da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Depois de ter chegado domingo à cidade norte-americana, o Chefe de Estado dedica o primeiro dos três dias da sua missão a encontros bilaterais com diferentes interlocutores, entre líderes políticos, investidores e personalidades ligadas a sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento económico e social de Angola.
A agenda presidencial contempla contactos que abrangem questões políticas e económicas, mas também temas de dimensão social, entre os quais o diálogo intercultural e inter-religioso, a habitação e a urbanização sustentável, a saúde e a desminagem.
Os encontros estão previstos para ocupar grande parte da manhã e da tarde desta segunda-feira, num momento que antecede a intervenção de Angola no debate geral da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O ponto alto da participação angolana acontece terça-feira, 22 de Setembro, quando João Lourenço deverá subir à tribuna da ONU para apresentar a posição de Angola sobre os principais desafios da actual conjuntura internacional. A deslocação ocorre sob o lema da 81.ª sessão: “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Produz Resultados para Todos.”
Segundo a presidência, antes do discurso, o Presidente da República participa também na tradicional fotografia de família, que reúne os chefes das delegações presentes na Semana de Alto Nível das Nações Unidas.
A passagem por Nova Iorque inclui ainda uma forte componente de diplomacia económica. Angola foi convidada para participar, no dia 24 de Setembro, na 8.ª reunião do ECAM Council, onde João Lourenço está previsto como convidado de honra e orador principal. O encontro deverá reunir líderes políticos, empresariais e especialistas para discutir a economia global e as oportunidades de África.
A participação do Presidente angolano na Assembleia Geral ocorre num contexto em que Angola procura reforçar a sua intervenção diplomática em matérias como a paz e segurança, o multilateralismo, a reforma das instituições internacionais e o financiamento ao desenvolvimento.




