Nova Iorque (Do enviado especial) – O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, apelou, esta terça-feira, nas Nações Unidas, ao fim do embargo contra Cuba, que considerou desumano e injusto e contrário aos princípios e normas do Direito Internacional.
Nova Iorque (Do enviado especial) – O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, apelou, esta terça-feira, nas Nações Unidas, ao fim do embargo contra Cuba, que considerou desumano e injusto e contrário aos princípios e normas do Direito Internacional.
Ao discursar na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Chefe de Estado manifestou preocupação com a forma como Cuba tem sido tratada ao longo de décadas, vítima de um embargo que, segundo afirmou, se prolonga e agrava as condições de vida do povo cubano.
“Preocupa-nos a forma injusta e reveladora de uma grande insensibilidade humana, o modo como Cuba tem sido tratada ao longo de décadas”, afirmou João Lourenço.
O Presidente da República sublinhou que Cuba não é um Estado terrorista, nem produz ou possui armamento nuclear, químico ou bacteriológico que possa constituir uma ameaça eminente ou real à segurança nacional de outros países, incluindo os seus vizinhos.
Pelo contrário, acrescentou, Cuba contribuiu para a queda do regime racista e segregacionista do apartheid da África do Sul, condenado de forma ampla e unânime pela comunidade internacional.
João Lourenço recordou que Cuba foi uma das signatárias dos Acordos Quadripartidos de Nova Iorque, assinados a 22 de Dezembro de 1988, no âmbito do processo que contribuiu para a resolução do conflito na África Austral.
Considerou o embargo como principal responsável pela situação “calamitosa” em que Cuba e os cubanos se encontram.SR/ART




