Jornalistas da Edições Novembro entre os condecorados pelo Chefe de Estado

O Chefe de Estado, João Lourenço, condecorou, até ao momento, no quadro das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, um total de 2.431 cidadãos nacionais e estrangeiros, sendo 693 na Classe Independência, 1.575 na Classe Paz e Desenvolvimento e 163 generais, este último realizado pela primeira vez a nível das Forças Armadas Angolanas (FAA).
A iniciativa de homenagem, que arrancou a 4 de Abril deste ano, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, com a distinção de 247 personalidades, teve a quarta ronda terminada ontem, em Luanda, com a condecoração de 670 cidadãos nacionais, entre os quais 187 na Classe Independência e 483 na Classe Paz e Desenvolvimento.
A comunicação social destacou-se nesta ronda pelo número considerável de profissionais distinguidos, muitos dos quais afectos à empresa pública de comunicação social Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola e de outros títulos. O primeiro profissional desta velha casa de imprensa a receber a distinção das mãos do Presidente da República foi o veterano jornalista Filomeno Manaças, que se iniciou na profissão em 1978, com 18 anos.
Em declarações à imprensa, Filomeno Manaças, que já foi administrador executivo da Edições Novembro para a Área de Conteúdos, dedicou a homenagem à família e a todos os funcionários desta empresa de comunicação, com realce para aqueles que já não se encontram no mundo dos vivos. "Esta condecoração é um tributo a todo o esforço e ao trabalho abnegado, desenvolvido ao longo de várias décadas, para a construção de um dos pilares daquilo que é o edifício, hoje, da Comunicação Social", ressaltou Filomeno Manaças.
O segundo profissional do Jornal de Angola a ser condecorado foi o actual administrador não executivo da Edições Novembro, Guilhermino Alberto, que dedicou a todos os colegas que permitiram que isso acontecesse e ao pai, morto em 1961 pelo regime fascista português, quando ele contava apenas três meses.
A lista de profissionais deste diário distinguidos nesta quarta ronda das condecorações dos 50 anos da Independência continuou com Victor Silva, que já foi presidente do Conselho de administração da Edições Novembro, Osvaldo Gonçalves e João Maria Pokongo, este último chegou a repórter presidencial na década de 90.
Para Victor Silva, que caminha para os 49 anos de jornalismo, esta distinção constitui um momento de regozijo. "Dei toda a minha juventude em prol do jornalismo. Que as novas gerações, sobretudo a nível do Jornal de Angola, consigam colocar o vosso tijolo neste edifício que ainda está por construir", salientou o jornalista, que começou na profissão com 16 anos.
Por seu lado, Osvaldo Gonçalves considerou o gesto uma honra para si. "É um reconhecimento muito importante para mim. Agradeço, por isso, em nome pessoal e no da minha família", acentuou o escriba. A nível de outros órgãos, foram condecorados, entre outros profissionais, Jerónimo Gonçalves, Paulo Miranda Júnior, Salu Gonçalves, João Lígio, Gonçalves Ihanjica, Paula Esteves e Mariana Ribeiro.
“Que estes momentos de convívio sejam o nosso modo de ser habitual”
O arcebispo da Arquidiocese de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, foi uma das personalidades condecoradas, ontem, pelo Presidente João Lourenço.
O prelado católico considerou o momento especial. "O meu sentimento é de gratidão e de muita alegria. Que este reconhecimento me motive mais, para poder dar o melhor de mim por uma Angola de todos e para todos", frisou.
O presidente da CEAST manifestou o desejo de ver este momento como ponto de partida para um novo começo e lançamento do país. "E é a partir deste paradigma de todos que acho que vamos ter uma Angola diferente, uma Angola imanada e uma Angola a sorrir para todos", declarou o arcebispo de Saurimo, aspirando a que “estes momentos de convívio, de partilha, de solidariedade, de inclusão e de amizade sejam o nosso modo de ser habitual”.


