A embaixadora Josefa Sacko pretende colocar os Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no centro das atenções da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O desafio foi expresso recentemente pela candidata ao cargo de directora-geral da FAO durante a 46.ª Sessão Ordinária da SADC, que encerrou segunda-feira, em Durban, África do Sul.
A embaixadora angolana acreditada na Itália pretende aproveitar a sua vasta experiência para apresentar soluções práticas e reforçar a resiliência na promoção de sistemas agro-alimentares sustentáveis.
Segundo uma nota enviada ao Jornal de Angola, Josefa Sacko destacou a necessidade de capacitar os agricultores e as comunidades rurais, bem como de aproveitar a ciência, a tecnologia e a inovação para promover a prosperidade em África e no mundo.
A diplomata angolana sublinhou que a África Austral possui um enorme potencial agrícola, mas que grande parte desse potencial continua por explorar devido a desafios como a dependência das importações alimentares, a agricultura de sequeiro, a imprevisibilidade climática, a fragilidade das cadeias de valor e as insuficiências nos sistemas de armazenamento e processamento.
Apontou ainda como entraves o acesso limitado ao financiamento e à tecnologia, defendendo igualmente a criação de oportunidades económicas dignas para a juventude africana.
Josefa Sacko manifestou preocupação com o actual momento vivido pelas Nações Unidas e garantiu que, caso seja eleita, terá uma postura proactiva perante desafios como as secas, inundações e ciclones.
No fim da intervenção, solicitou o apoio da SADC para ajudar a transformar a confiança do continente numa coligação de alcance global.




