Líder juvenil valoriza objectivo da cimeira

A organização da III Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), em Luanda, representou uma demonstração inequívoca do compromisso de Angola com a paz, o diálogo e o fortalecimento do multilateralismo.
A afirmação foi feita, ontem, pelo presidente do Fórum Internacional dos Jovens com as Embaixadas (FIJE), Clinton Matias, em declarações ao Jornal de Angola. Segundo o líder juvenil, o mundo atravessa um dos períodos mais delicados da história contemporânea, marcado por crises humanitárias, deslocações forçadas, terrorismo e conflitos armados diários. Ao participar na sessão temática “A Juventude como Parceiro na Prevenção”, Clinton Matias expressou o orgulho de ver o país no centro das atenções globais. “Este encontro representou muito mais do que uma reunião de líderes políticos, diplomatas e representantes religiosos. Vimos o nosso país discutir o maior desafio da humanidade: a preservação da paz”, confessou. Para o presidente do FIJE, Angola fala sobre pacificação com legitimidade acrescida. Além de integrar organizações internacionais e defender a Carta da ONU, o país conheceu de perto os horrores da guerra e os desafios da reconstrução nacional. “A paz em Angola não surgiu por acaso; foi construída com sacrifício, reconciliação e diálogo. Essa experiência ensinou-nos que nenhuma guerra produz vencedores. Todos perdem: as famílias, a economia, a educação e, acima de tudo, a dignidade humana”, sublinhou. O líder associativo acrescentou que o maior património que o país possui hoje é a sua estabilidade política, a qual deve ser blindada pelas novas gerações através da tolerância e da cidadania participativa. O dirigente juvenil enfatizou que o evento deixa uma mensagem que ultrapassa fronteiras, lembrando que nenhum interesse político ou estratégico justifica a perda de vidas. “Numa altura em que o mundo enfrenta o recrudescimento de tensões geopolíticas, a juventude africana não pode ser apenas espectadora; tem de assumir o papel de guardiã da estabilidade, rejeitando discursos de ódio que proliferam no ambiente digital”, alertou. “A paz continuará sempre a ser a maior vitória da civilização. Espero que este apelo à concórdia e à tolerância, lançado com legitimidade a partir de Angola, ecoe com força nas instituições internacionais, nos governos, nas academias e na consciência de cada cidadão”, ressaltou o líder juvenil, reiterando que a estabilidade global depende do compromisso activo de todas as franjas da sociedade.



