O mandatário da candidatura de Nimi-a-Simbi à presidência da FNLA, José Afonso Maquendelua, afirma que a recandidatura do actual líder tem como principais objectivos reforçar a organização, a disciplina e a unidade interna do partido.
Em declarações à imprensa, após a formalização da candidatura ao VI Congresso Ordinário da FNLA, previsto para 25 a 27 de Novembro, Maquendelua explicou que aceitou integrar a equipa por partilhar da visão de Nimi-a-Simbi para o partido.
“O Dr. Nimi-a-Simbi convidou-me para fazer parte da sua equipa e ser o seu mandatário. Aceitámos porque sabemos o que queremos”, afirmou.
Sobre o processo de apresentação das candidaturas, o mandatário fez uma avaliação positiva do trabalho da subcomissão encarregue de preparar o congresso e revelou que, até ao momento, foram formalizadas duas candidaturas.
Na sua leitura, o número de candidaturas reflecte a confiança que parte da base militante ainda deposita no actual presidente da FNLA.
“Nimi-a-Simbi propôs-se organizar e disciplinar o partido. Não pode haver sucesso se não estivermos organizados”, afirmou Maquendelua, acrescentando que, depois de anos marcados por conflitos internos, a organização e a disciplina continuam entre as prioridades da actual direcção.
O mandatário defendeu igualmente que Nimi-a-Simbi mantém apoio entre militantes por ser, na sua perspectiva, uma figura capaz de congregar diferentes sensibilidades internas.
“É a única pessoa que pode, neste momento, congregar o partido. A sua bandeira é incluir, não excluir”, sublinhou.
Maquendelua apontou a presença de secretários provinciais do Huambo, Icolo e Bengo e Bengo no acto de formalização da candidatura como um dos sinais de apoio à recandidatura.
Aos militantes, apelou ao respeito pelas instituições do partido e à solidariedade interna, considerando estes elementos fundamentais para a superação dos conflitos.
“Se queremos um partido que possa brilhar com os outros, temos que primar pelo respeito. Não estamos aqui para excluir ninguém”, afirmou.
Questionado sobre a legitimidade da subcomissão responsável pelas candidaturas, Maquendelua sustentou que se trata da comissão indicada pela direcção que considera legal da FNLA, classificando as restantes estruturas do género como “comissões paralelas”.
O VI Congresso Ordinário da FNLA está marcado para os dias 25, 26 e 27 de Novembro, período em que os militantes deverão escolher a próxima direcção do partido.




