Maria Neves quer potências a abraçar equidade cultural

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, apelou quinta-feira às grandes potências mundiais para que abdiquem da lógica da força em favor da equidade cultural e do respeito pelo Direito Internacional, visando pôr fim aos conflitos armados.
Ao intervir na III edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, o Estadista cabo-verdiano, que falava por videoconferência, disse que “se quisermos o fim dos conflitos”, as grandes potências devem ser os principais incentivadores da paz mundial. “O panorama geopolítico contemporâneo longe de caminhar para a harmonia profetizada no pós-Guerra Fria, assiste a uma assustadora regressão. Da Europa do Leste ao Médio Oriente, passando pelo coração de África, as guerras e a violência sobrepõem-se à diplomacia”, lamentou José Maria Neves, durante a abertura da Cimeira das Nações Unidas, subordinada ao lema “Um apelo à paz, ao fim das guerras e ao respeito pelo Direito Internacional”. Na visão de José Maria Neves, o multilateralismo e as regras do Direito Internacional, outrora concebidos como “escudo dos mais fracos”, são hoje instrumentalizados ou abertamente ignorados no tabuleiro de xadrez das grandes potências mundiais. “Devemos colocar o ser humano e a sua inalienável dignidade no centro do reencontro das civilizações, uma premissa profundamente debatida na recente Conferência Internacional sobre a Cidade Atlântica”, enfatizou.



